Líderes globais tentam conter escalada de tensões com Coreia do Norte

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    Atualizado 08/04/2013/ as 01:18

    Líderes e diplomatas internacionais tentam amenizar a escalada de tensões envolvendo a Coreia do Norte contra EUA e Coreia do Sul, para evitar desdobramentos mais sérios à retórica belicista de Pyongyang.

    Desde as sanções adotadas em março pela ONU, em retaliação a um terceiro teste nuclear realizado pelo país, a Coreia do Norte ameaçou alvejar os EUA com ataques nucleares, declarou formalmente guerra ao Sul e ameaçou reabrir um reator nuclear, desafiando as restrições das Nações Unidas. Também orientou embaixadas a retirarem seu pessoal de Pyongyang.

    Neste domingo, o presidente Xi Jinping, da China – único aliado e principal parceiro comercial da Coreia do Norte -, declarou que nenhum país pode ‘lançar a região ao caos por razões egoístas’.

    Sem mencionar a Coreia do Norte, Xi citou ‘desafios à estabilidade da Ásia’ e disse que tais ‘razões egoístas’ não serão toleradas.

    Reportagem do New York Times de sexta-feira afirma que os EUA estão pressionando a China a fechar o cerco ao regime de Pyongyang, caso contrário verão a presença militar norte-americana crescer na Ásia.

    Acredita-se que a própria China esteja cada vez mais incomodada com as ameaças bélicas norte-coreanas.

    ‘Retórica paranoica’

    Xi Jinping, presidente da China

    BBC Brasil

    “Xi Jinping, presidente da China”

    Ainda na frente diplomática, o novo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, deve visitar China e Coreia do Sul nesta semana, para discutir as ameaças de Pyongyang.

    Na Europa, o chanceler britânico, William Hague, pediu ‘calma’ para lidar com a crise. Apesar da ‘retórica paranoica’ norte-coreana, é importante manter-se ‘firme e unido’ e advertir o regime de Kim Jong-un quanto aos riscos de um eventual ‘erro de cálculo’, disse à BBC.

    Hague disse que o país está fazendo ‘a escolha errada’ entre as opções de isolamento e engajamento com a comunidade internacional.

    E a Suíça, por sua vez, ofereceu-se para mediar o diálogo com os norte-coreanos – mas ressaltou que não há conversas formais agendadas.

    Segundo a mídia suíça, o país abrigou por diversos anos o líder atual Kim Jung-un, que teria sido educado em escolas suíças durante diversos anos sob pesudônimo.

    Testes

    Apesar das iniciativas diplomáticas e da crença de que a possibilidade real de conflito seja pequena, a região segue volátil.

    Kim Jung-un

    BBC Brasil

    “Kim Jung-un”

    Autoridades sul-coreanas disseram neste domingo que acreditam que o Norte realizará um teste de lançamento de míssil nesta semana.

    E os EUA adiaram seu próprio teste – de um míssil intercontinental – em uma base na costa oeste, por temores de que o teste fosse visto pelos norte-coreanos como uma ameaça.

    O correspondente da BBC em Seul (Coreia do Sul), John Sudworth, diz que Pyongyang provavelmente usará o adiamento americano em sua propaganda política, retratando-o como uma capitulação dos EUA diante da força norte-coreana.

    A mídia do país tem divulgado imagens mostrando seu Exército e sua suposta preparação militar para um eventual combate.

    Para muitos, a retórica belicista norte-coreana foca principalmente na audiência doméstica, para fortalecer a posição de Kim Jong-un, que, sem experiência militar, ascendeu ao poder após a morte de seu pai, Kim Jong-il, em dezembro de 2011.

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