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Após quebra de contrato, Don King impede pugilista brasileiro de lutar

O pugilista brasileiro Marcus de Oliveira, o Ratinho, esperava retornar ao ringue neste sábado, na República Dominicana, para encerrar um hiato de 11 meses sem lutar. No entanto, problemas contratuais com o famoso promotor Don King o tiraram de combate, quando ele já havia se preparado e cortado peso para embarcar.

11º no ranking dos meio-pesados da Organização Mundial de Boxe, Ratinho anunciou a quebra de contrato com Don King no fim de 2012, pelo longo tempo de inatividade. Segundo o pugilista, o promotor que já trabalhou com nomes como Mike Tyson, Muhammad Ali e George Foreman tinha a obrigação de colocar o brasileiro para lutar duas vezes no ano.

Em abril de 2012, o paulistano de 27 anos venceu Adam Collins por nocaute no primeiro assalto e, desde então, não voltou ao ringue. Desde o rompimento com King, Ratinho se ligou ao manager cubano Armando Fernandez e ao brasileiro Carlos Oliveira – pai do jovem pugilista Michael Oliveira. Foi com eles que acertou a ida à República Dominicana neste sábado, evento que acabou frustrado.

O problema surgiu após a confirmação da luta. Don King teria solicitado a Ratinho que voltasse à sua promotora. Carlos e Ratinho concordaram em retirar o pugilista do card, por segurança, mas o brasileiro foi impedido até de viajar para acompanhar o evento.

“Eu cortei peso, treinei 13 semanas para uma luta que precisava para retomar minha carreira, treinei 62 rounds de sparring. Faltando um dia para viajar soube de tudo isso, que não poderia nem ir assistir à luta”, afirmou o paulistano, que alega ter sido deixado pela companhia de Carlos Oliveira sem dinheiro e sem lugar para ficar nos Estados Unidos, onde mora para treinar.

Procurado pelo UOL Esporte, Carlos Oliveira deu sua versão dos fatos. “Infelizmente ocorreu tudo isso. Eu fiz o que pude fazer pelo Ratinho, investi dinheiro. Achei que era uma coisa, mas era outra. Ele tem contrato, e o Don King pediu para eu não o colocar para lutar. Mas eu adoraria tê-lo neste card. Devemos nos encontrar semana que vem para resolver a situação”, afirmou o empresário, sobre uma reunião aguardada para envolver as três partes na polêmica.