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Fred: “Precisamos empolgar

Fred: “Precisamos empolgar e criar uma sintonia”

No começo do novo trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da Seleção, o time busca sua identidade em campo, tendo perdido para a Inglaterra e empatado com Itália e Rússia. Nestes jogos, houve pelo menos uma constante: gol de Fred. Ele marcou um em cada amistoso, dando um belo passo em direção à convocação para a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.

Um passo que ele aguardava há muito tempo, ganhando uma nova chance para representar seu país com um treinador que não esconde ser fãs de centroavantes. Ao FIFA.com, o artilheiro fala sobre suas perspectivas com Scolari, o atual momento do futebol brasileiro e também sobre seu vínculo com o Fluminense, clube com o qual assinou em 2009 e criou uma identificação rara, sendo campeão e artilheiro do Brasileirão, lutando agora pelo título da Copa Libertadores. Confira:

FIFA.com: Desde que Felipão voltou, não escondeu que pretendia contar com um centroavante de referência na frente. A partir da contratação dele – e do Parreira, que levou você para a Copa do Mundo da FIFA em 2006 –, já sentiu de cara que suas chances podiam aumentariam?
FredPrimeiro, eu sempre penso dar continuidade ao meu trabalho no clube e fazer por merecer uma vaga no grupo. Claro que o fato de já ter trabalhado com o Parreira na Seleção e no Fluminense ajuda no sentido de ele me conhecer bem. Agora, após esses primeiros jogos com a nova comissão técnica, já pude ter mais contato com o Felipão também e saber o que ele espera do time. Mas isso não muda em nada se meu rendimento cair. Só penso em continuar atuando em um nível bom, que me permita ser convocado e ajudar efetivamente a Seleção.

Individualmente, você teve um rendimento muito produtivo nesses primeiros amistosos do ano, marcando contra a Rússia o terceiro gol em três jogos. Passa uma sensação de missão cumprida?
Acho que foi mais um passo que eu dei. Não foi meu melhor jogo pela Seleção, mas pude acrescentar algo. Fiquei um pouco aquém do que gostaria, tentei, lutei, mas ainda não foi o que eu esperava. Eles também não deram muito espaço. Faltam alguns jogos ainda e tenho que fazer minha parte. Tenho que ajudar no coletivo, ajudar a equipe a crescer.

Como tem sido o entrosamento com seus companheiros de frente?
Sou centroavante, e as características de jogadores como NeymarOscar e Hulk, de muita velocidade, ajudam bastante. Fico muito contente como centroavante porque toda hora no jogo vou ter uma ou duas chances de fazer gols. É só questão de estar preparado. Eles precisam de um suporte para fazer tabela com qualidade, aí sobra espaço lá na frente.

Você brilha num momento em que não há muitos centroavantes se destacando. É um cenário bem diferente dos anos 90, por exemplo, não? Há alguma explicação para isso?
Nós estamos em um cenário um pouco diferente. Não é uma safra tão com tantos nomes como essa dos anos 90, que talvez seja a melhor da história do nosso futebol nesse quesito. Mas existem centroavantes de muita qualidade no Brasil. Talvez já não se formem tantos 9 porque alguns times já não usam o homem de referência, pois preferem utilizar dois caras rápidos e ficam sem aquele que joga mais centralizado.

Considerando os títulos recentes da Espanha, a evolução de Alemanha, Argentina e outros países, qual você acha que é a cara que a Seleção deve ter para brigar pelo título da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em casa?
Acho que o Brasil tem muitos jogadores acima da média e uma geração mais jovem que tem um potencial absurdamente grande. Temos que aproveitar o máximo dessa qualidade e montar uma equipe que bata de frente com essas outras seleções que vêm se destacando. Além disso, teremos um fator primordial, que é a nossa torcida a favor. Sabemos que isso pode se tornar um diferencial para a Seleção. Precisamos empolgar e criar essa sintonia, pois assim seremos ainda mais fortes.

Se me oferecerem um contrato para ficar aqui o resto da minha carreira, eu assino na hora

Fred: “Precisamos empolgar

 

Falando em Copa Libertadores, vemos já uma competição ferrenha. Como vê o Fluminense nessa briga?
A Libertadores é sempre muito complicada. Não teremos facilidade em nenhum jogo, como tem sido nesse começo. Libertadores é pedreira do primeiro ao último jogo. Os times vêm ao Brasilpara jogar fechados e, quando saímos, pegamos equipes bem montadas e que marcam forte. É complicado e precisamos usar toda a experiência que acumulamos desses anos seguidos que disputamos o torneio para que esse ano possamos brigar pelo título.

O futebol pode proporcionar emoções intensas de modos bens distintos. Por curiosidade, qual campanha você acha que mexeu mais com o Fluminense: uma pelo titulo como a do ano passado ou aquela dramática arrancada contra o rebaixamento e pela Sul-Americana em 2009?
São todos momentos muito marcantes, mas o que mais mexeu com o time foi a luta contra o rebaixamento. Todo dia, a gente ia treinar, ligava a TV para ver as notícias e diziam que estávamos com 99% de probabilidade de sermos rebaixados. Na internet e na rádio, a mesma coisa. Foi impressionante o que aquele grupo fez. Chegou um momento em que já não tínhamos margem para errar nada, não podíamos perder de jeito nenhum. Foi ali que criamos uma identificação com a torcida, coisa que nunca vi igual. Eles nos chamavam de “Time de Guerreiros” e nós entrávamos em campo com sangue nos olhos. Colocamos na cabeça que não deixaríamos de lutar um segundo sequer e que reverteríamos aquela situação. Surgiu uma molecada muito boa de bola: o Maicon e o Digão, por exemplo, que foram fundamentais naquela arrancada e não fugiram da responsabilidade naquela hora tão difícil. Todos jogaram muito na reta final do Brasileiro. Aquele foi o início de uma das eras mais vitoriosas da história do clube e esperamos que esse fruto continue sendo colhido por muito tempo. O Fluminense virou um time cascudo e difícil de ser batido.

Você já mencionou que nunca havia visto um elenco tão unido como o atual. Como um time chega a este estagio?
Temos um grupo que já se conhece muito bem, somos amigos dentro e fora de campo. Isso faz com que o clima seja sempre o melhor possível. É muito bom chegar aqui e poder brincar com todo mundo, ver que os meninos que sobem da base se sentem à vontade e quem vem de fora também. Nós fazemos de tudo para que esse ambiente seja sempre positivo, pois todos aqui têm os mesmos objetivos, que é vencer e conquistar títulos. Além disso, é importante destacar o papel da comissão técnica, principalmente do Abel, pois ele nos blinda de tudo que vem de fora. É o cara que assume a bronca e deixa os jogadores sempre tranquilos para fazerem o trabalho de campo sempre da melhor forma possível.

São raros os casos hoje de jogadores que sejam referencias automáticas para seus torcedores. Acha que é seu caso com o Flu? E como se sente assim?
A minha identificação com o clube é muito grande. Me sinto como se jogasse aqui desde moleque. O carinho que recebo da torcida é fantástico e a recíproca é verdadeira. Isso torna muito prazerosa a rotina de treinamentos pesados e jogos, pois, além de fazer o que amo, sei que sou respeitado por todos, dentro e fora do clube, e até por torcedores de times adversários. Esse é o maior reconhecimento que um jogador pode ter.

Você terminou o Brasileirão 2012 como artilheiro e campeão. Foi o melhor ano de sua carreira?
Sem sombra de dúvidas foi o melhor ano da minha carreira. Ter vencido o Brasileirão, ser o artilheiro e eleito o melhor jogador do campeonato em um campeonato que teve Lucas, Neymare tantos outros craques é uma coisa muito especial para mim. Espero que possam vir mais coisas boas em 2013, tanto no clube quanto na Seleção. 

Ainda pensa em jogar na Europa de novo? Ou imagina que sua carreira se encerrará no Brasil mesmo?
No momento, eu não penso nessa possibilidade. Claro que tudo muda muito rápido no futebol, mas costumo brincar que, enquanto eles me quiserem no Fluminense, eu vou ficar (risos). Voltei ao Brasil determinado a fazer um bom trabalho, conquistar títulos, virar ídolo, enfim. Acho que encontrei um clube que virou a minha casa. Sentia um pouco de falta do calor humano do Brasile foi isso o que recebi quando cheguei ao Fluminense. Desde o começo, foi tudo muito intenso e hoje já são quatro anos vestindo essa camisa. Se me oferecerem um contrato para ficar aqui o resto da minha carreira, eu assino na hora.

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