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Os sonhos do jovem Isco

atualizado 09/04/2013 as 09:49

“O futebol apenas começou para mim. Por isso, tenho muitos sonhos para realizar”, dizia o espanhol Isco com 17 anos, em uma entrevista ao FIFA.com. A Espanha acabava de perder diante da anfitriã Nigéria a possibilidade de disputar a final da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2009. Foi um duro golpe para o talentoso meio-campista, nascido em Málaga. Três dias depois, porém, sua seleção venceria a Colômbia com um gol seu e terminaria subindo ao pódio.

Desde então, Isco vem realizando vários desses sonhos – e a um ritmo vertiginoso. Um ano depois de sua estreia em Mundiais, ele começou como profissional no Valência, time que lhe deu sua primeira oportunidade e o contratou aos 14 anos, ciente de seu enorme potencial. Até então, Isco havia jogado na equipe de seu bairro, o Atlético Benamiel, embora a rua fosse seu ambiente favorito, como ele mesmo reconhece. “Quando era garoto, os vizinhos me conheciam porque ia para todos os lados com a bola. Eu me criei ali, na rua. Essa foi minha principal escola”, diz.

Em meados de 2011, Isco voltou para “casa” ao assinar contrato com o Málaga, clube do qual era sócio quando criança. Lá, sob as orientações do chileno Manuel Pellegrini, que não teve dúvidas de entregar a um jovem de apenas 19 anos as responsabilidades criativas da equipe, ele acabou de se firmar como um dos jogadores de maior futuro no Velho Continente.

Tamanha foi sua evolução que o técnico da seleção espanhola, Vicente del Bosque, já o convocou várias vezes. Sua estreia com a camisa da atual campeã mundial foi em um recente amistoso com o Uruguai. Isco jogou no segundo tempo, substituindo seu admirado Andrés Iniesta.

Não foi pouca gente que enxergou nessa alteração o substituto natural do meia do Barcelona, com quem Isco divide a posição em campo e compartilha uma prodigiosa técnica individual, visão de jogo e habilidade para driblar todos os adversários que forem necessários de maneira elegante e com a bola controlada em seus pés. E, se o jovem andaluz tem o camisa 6 da Fúria como referência, Iniesta já confirmou que acompanha de perto o progresso da jovem promessa. “Presto muita atenção no Isco“, reconheceu recentemente quando perguntado sobre os jogadores que observava detalhadamente.

Continuar fazendo história
Em sua primeira temporada no Málaga, o meia foi a grande revelação do Campeonato Espanhol, ao ponto de, no fim de 2012, obter o prêmio Golden Boy (“menino de ouro”), distinção que já receberam atletas como Lionel Messi e Wayne Rooney, e que reconhece o melhor jovem jogador da Europa. Mas Isco continua melhorando seus atributos a cada partida. Talvez por isso Joaquín, um de seus principais companheiros ofensivos de equipe, tenha garantido que ele “marcará época” no futebol espanhol.

Por ora, com seus três gols e três passes decisivos em sete jogos, o meia está tendo muita influência na temporada histórica que o Málaga vem fazendo em sua estreia na Liga dos Campeões da UEFA. O mais importante foi o gol que ele marcou diante do Porto no jogo de volta das oitavas de final, classificado de “maravilhoso” por seu companheiro Roque Santa Cruz. Os dois foram os principais responsáveis por classificar o time para as quartas.

Mas nem Isco nem o Málaga se conformam com o que conseguiram até agora. “É um sonho para todos. Ninguém aqui tinha vivido isso até hoje”, afirma o jogador, lembrando que é a primeira vez que esse time, mais acostumado a lutar para não ser rebaixado, pode se gabar de estar na elite do futebol europeu. E o sonho ainda segue vivo, já que o jogo de ida das quartas de final da competição, contra o Borussia Dortmund, terminou em um 0 a 0 que deixou tudo aberto para a decisão na Alemanha.

Fortemente marcado por Lukasz Piszczek, o meia não pôde exibir todas suas habilidades. Agora, se espera que o técnico alemão, Jürgen Klopp, prepare uma estratégia parecida para a volta, já que todo mundo em Dortmund sabe de sobra o que Isco é capaz de fazer. “Ele tem um talento muito grande e nato. É poderoso”, avisa o meia alemão Marco Reus.

O Estádio Vestfália será um caldeirão, embora nem mesmo o famoso “muro amarelo” formado pela torcida do Borussia no arco Sul da arena impressione o jovem craque. “O clima do estádio é importante, mas o futebol é dos jogadores. Não me assustarão”, garante. Para ele, só importa continuar realizando sonhos. Alcançar as semifinais da Liga dos Campeões é um que está a seu alcance.

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