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Deputados cobram medidas para coibir imigração ilegal de haitianos

Deputados cobram medidas para coibir imigração ilegal de haitianos
Em audência pública na Comissão de Relações Exteriores, participantes destacaram que o problema não pode ser enfrentado apenas pelo Acre, estado que chega a receber 260 imigrantes num único dia.

Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Pellegrino (c) anunciou que o colegiado discutirá com governo a política de migração brasileira.
Deputados da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional cobraram do Estado brasileiro uma solução definitiva para o problema da imigração ilegal que tem afetado o Acre nos últimos meses. O estado tem sofrido com a leva de estrangeiros – principalmente haitianos – que chegam ao País sem visto. Na visão dos parlamentares, o problema deve ser encarado do ponto de vista nacional, não como uma situação isolada.

“Nos Estados Unidos, a imigração é um problema nacional, não apenas dos estados que fazem fronteira com o México. Não podemos deixar nos ombros do governo do Acre a solução do problema”, comparou o deputado Vitor Paulo (PRB-RJ), que participou de audiência sobre o tema, promovida nesta quarta-feira (17) pela comissão.

Também para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a rota imigratória que se consolida no Acre “deve ser um incômodo para o Brasil”. Perpétua sugeriu que as instituições responsáveis pelas fronteiras e pelas relações exteriores, como a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Itamaraty, se unam para agir de forma mais eficiente.

“A gente tem que ser mais incisivo. Não podemos ter apenas uma força-tarefa que vá ao Acre, mas uma representação da força nacional para fazer a triagem de quem entra e de quem a gente vai ter que devolver”, opinou a parlamentar, que no ano passado visitou o Haiti e, entre outros pontos, discutiu a imigração de haitianos para o Brasil.

De dezembro até agora, aproximadamente 1,7 mil imigrantes irregulares chegaram ao estado via fronteira com a Bolívia e o Peru. Só os haitianos já chegaram a contabilizar cerca de 260 em um único dia.

Na semana passada, o governador do Acre, Tião Viana, chegou a decretar estado de emergência social nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia, situados na fronteira. Foi então que o governo federal enviou uma força-tarefa interministerial para acompanhar a situação. Sem conseguir regularizar a situação de tanta gente, o governo brasileiro estuda a emissão de vistos pelo consulado em Cobija, cidade boliviana que faz fronteira com o Acre.

Cuidado
Tião Viana, que também participou da audiência, reforçou que é preciso tratar a questão com cuidado. Segundo ele, não se pode falar em deportação simplesmente, porque estão envolvidas questões internacionais e humanitárias.

“Chegam pessoas famintas e inseguras, pedindo refúgio. O Acre acolhe com comida, com o serviço básico de saúde e dialoga com o governo federal. Como vamos negar um prato de comida para alguém?”, questionou o governador.

Continua:

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon