Ganso e L. Fabiano erram, Corinthians vence SP nos pênaltis e vai à final

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    Gustavo Franceschini e Mauricio Duarte
    Do UOL, em São Paulo

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    A semifinal entre São Paulo e Corinthians teve toda a tensão e o equilíbrio que se espera de um clássico, mas não os devidos gols. Neste domingo, o jogo foi duro, equilibrado e pobre tecnicamente e terminou 0 a 0 no tempo normal. Nos pênaltis, o time do Parque São Jorge saiu-se melhor, venceu por 4 a 3, contou com erros de Ganso e Luis Fabiano e fará a decisão do Campeonato Paulista, contra o Santos, a partir do próximo fim de semana.

    A decisão da vaga acontece de forma muito polêmica. Durante o jogo, os dois times se queixaram muito da arbitragem de Antônio Rogério do Prado, que anulou um gol de cada lado e foi acusado de inverter faltas. Na cobrança dos pênaltis, uma decisão dele interferiu diretamente no resultado. Na última cobrança corintiana, Rogério Ceni defendeu o chute de Alexandre Pato depois de se adiantar muito e o árbitro mandou voltar. Na segunda tentativa, o camisa 7 alvinegro fez, garantiu a vitória e levou os rivais à loucura.

    Após a definição do resultado. Morteiros foram atirados em campo pela torcida e os jogadores do São Paulo cercaram a arbitragem revoltados com a marcação. A polícia teve de agir para conter a situação, que terminou sem maiores problemas.

    Será o terceiro de Corinthians e Santos na decisão do Estadual desde 2009, quando o clube paulistano venceu o rival com direito a show de Ronaldo. Dois anos depois, em 2011, foi a vez dos praianos levarem a melhor, no segundo título da sequência atual de Neymar e companhia.

    O resultado também dá ânimo para o Corinthians para o jogo contra o Boca Juniors, pelas oitavas da Libertadores, daqui a dez dias. Em casa, os atuais campeões do torneio continental precisam vencer os rivais argentinos para terem chance de seguirem vivos na disputa.

    O São Paulo, por outro lado, segue sem o título paulista, que não vem desde 2005, ano do terceiro título mundial. Mais que isso, a derrota no clássico dá ao time três dias de muita pressão até o jogo de volta contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Na ida, no Morumbi, os mineiros venceram por 2 a 1.

    Toda essa projeção para a Libertadores foi o tempero de um clássico em que os dois lados sabiam as consequências de uma derrota. Por isso mesmo, nem São Paulo nem Corinthians se lançaram muito para o ataque em nenhum momento do jogo, especialmente em seu início.

    No primeiro tempo, o protagonista foi o árbitro Antônio Batista do Prado, que teve trabalho desde o início. O primeiro lance polêmico foi um pisão nítido de Romarinho em Wellington, que valeu o corintiano apenas um cartão amarelo, para desespero dos são-paulinos no Morumbi.

    O lance acirrou o clima e qualquer disputa passou a ser motivo de discussão. Luis Fabiano, de um lado, e Romarinho, do outro, eram os que mais se aproximavam das confusões. A arbitragem, como um todo, também foi bastante exigida em lances importantes.

    O primeiro foi um passe de Wellington para Luis Fabiano, que sairia de frente para Cássio, mas foi parado pelo impedimento marcado. Nos minutos seguintes, os dois times ainda teriam gols bem anulados pela arbitragem, com Luis Fabiano e Gil, respectivamente, que não ajudaram em nada a acalmar os ânimos dos atletas.

    Com a bola no pé, no entanto, o São Paulo foi bem melhor. Os donos da casa sequer se ressentiram da perda de Osvaldo, que saiu de campo com dores no lado direito do corpo após uma queda de mau jeito. Com Ganso e Jadson inspirados, o time tricolor exigiu mais de Cássio e assustou, mesmo sem ter criado nenhuma lance clara de gol.

    Do outro lado, o Corinthians parecia atuar em seu “modo fora de casa”. Como costuma fazer, a equipe alvinegra se preocupou mais em marcar do que agredir o rival, segurando o ímpeto inicial do Sâo Paulo. Esse panorama só mudou após o intervalo.

    Já ambientado no Morumbi, o Corinthians passou a agredir mais. Antes dos 15 minutos da etapa final, por exemplo, o time alvinegro levou perigo duas vezes pelo alto e outra em um chute cruzado de Emerson, bem defendido por Rogério Ceni.

    O São Paulo respondeu também por cima, com Paulo Miranda. Aos 21 minutos, uma falta cobrada da intermediária foi desviada pelo zagueiro-lateral, que exigiu de Cássio uma grande defesa no canto esquerdo. E foi só. Ao contrário do primeiro tempo, em que buscou bastante o gol rival, o time tricolor diminuiu bastante o ritmo, colaborando para um jogo chato.

    Tite ainda tentou arriscar alguma coisa colocando Pato na vaga de Guerrero. Não surtiu efeito. Com a proximidade dos pênaltis, os dois times passaram a administrar o 0 a 0 sem pressa ou emoção.

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