Copa: Anvisa afirma que governo vai intensificar prevenção para evitar epidemias

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    O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) José Agenor Álvares da Silva afirmou nesta quarta-feira na Câmara que o governo federal vai intensificará a prevenção contra epidemias originárias de outros países, durante a realização das copas de futebol neste ano e em 2014.

    Durante audiência pública promovida pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Defesa do Consumidor sobre como autarquia atuará nos grandes eventos de massa no Brasil, a representante do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, Rejane Gonçalves, ressaltou que a Copa do Mundo está aproximando os diversos órgãos de vigilância sanitária dos entes federados. “Porém, é preciso criar mais laboratórios e equipá-los para o combate de epidemias”, acrescentou.

    Ex-presidente da Comissão de Seguridade Social, o deputado Mandetta (DEM-MS) concordou com a observação. “É uma solicitação correta. Todos os estados têm de ter o seu laboratório de excelência onde se consiga fazer isolamento viral, onde se consiga saber de quais as doenças que as pessoas estão sendo acometidas.”

    A representante do Ministério do Esporte, Liene Gomes, disse que o governo federal está qualificando profissionais de saúde para atuar nos estádios de futebol.

    Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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    Liene Gomes: o governo federal está qualificando profissionais de saúde para atuar nos estádios de futebol.

    Autor de requerimento para criar uma comissão externa para fiscalizar a saúde, inclusive a vigilância sanitária, nas competições esportivas internacionais, o deputado Mandetta elogiou a Anvisa mas alertou para alguns cuidados que devem ser tomados.

    O parlamentar assinalou que a vigilância sanitária estará encarregada das várias formas de prevenção da contaminação, como a limpeza das mãos, educação para a higiene, guarda de alimentos, fiscalização do sistema de água. Mas ele acredita que ainda é preciso melhorar o sistema sanitário, orientar os turistas que vierem sobre as doenças que são típicas de alguns lugares daqui, como a leishimaniose, a malária, a dengue, com sazonalidade. “Isso é um capítulo da vigilância sanitária, que eu acredito que ela está fazendo o seu trabalho, mas não estou vendo o trabalho da assistência para preparar o porte desse sistema para a entrada de 50, 100 mil pessoas a mais.”

    O representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Manoel Neto, cobrou a implantação de uma carreira para quem fiscaliza as condições sanitárias.

    A Segunda Semana da Vigilância Sanitária no Congresso Nacional termina amanhã, com a realização da audiência pública “Direito Sanitário e Legislação em Saúde”, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo o presidente da Comissão de Seguridade, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), o objetivo das audiências é promover um amplo debate com o Parlamento sobre as ações realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

    Os eventos contarão com a participação dos 27 coordenadores de Vigilância Sanitária nos estados e dos 26 coordenadores de Vigilância Sanitária nas capitais dos estados visando a fortalecer a representação da vigilância sanitária nas três esferas de governo.

    Reportagem – Wamberto Noronha
    Edição – Regina Céli Assumpção

     

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