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Presidente do BC afirma que combate à inflação é compatível com crescimento

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira, em audiência na Câmara, que as políticas atuais da instituição para o combate à inflação são compatíveis com a projeção de crescimento da economia em 3,1% para 2013, prevista pelo BC.

Ele também afastou críticas de que a meta de inflação do BC tenha passado dos 4,5% oficiais para o teto de tolerância de 6,5%. “Toda a política financeira trabalha com o centro da meta; teto é teto”, disse.

Em resposta ao presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, deputado Edinho Bez (PMDB-SC), Tombini disse que a redução da inflação vai aumentar a confiança na economia brasileira e preservar o poder de compra dos salários. “O Banco Central já mostrou sua preocupação com o aumento da inflação e a dispersão dos aumentos de preços e, por isso, defendemos a elevação da taxa básica de juros, como foi feito”, disse.

Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subiu a taxa de juros de 7,25% para 7,5% ao ano. Foi a primeira elevação desde julho de 2011, quando a taxa estava em 12,5%.

Veja detalhes da apresentação do presidente do Banco Central.

Crescimento
Tombini também se mostrou confiante com o crescimento brasileiro e previu um crescimento de 1,05% para o primeiro trimestre de 2013. Esse é o patamar medido pelo índice de atividade econômica IBC-Br, uma forma de antecipar o PIB usada pelo Banco Central.

O cálculo do PIB, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para os três primeiros meses do ano deve ser concluído no próximo dia 29, mas o número consolidado pelo BC gira em torno de 4,25% ao ano, bem acima dos 3% estimados pelo mercado financeiro. “Vamos esperar o dado consolidado, mas isso mostra que temos razões para sermos otimistas, e não o contrário”, disse.

Alternativas
Em resposta ao deputado Claudio Cajado (DEM-BA), Tombini disse que, em outros países, há alternativas para a redução da taxa de juros e para o aumento da oferta de crédito, mas que este não é o caso brasileiro.

Segundo o presidente do BC, outros bancos centrais chegam a comprar papéis privados como forma de abaixar as taxas de juros do setor privado. “Mas não estamos nessa realidade; o Brasil recuperou-se da instabilidade de confiança internacional, e estamos agora num patamar de controle da inflação com baixa de juros”, disse.

Atacado
Tombini ressaltou que o governo “tem ajudado e vai ajudar ainda mais a passagem do comércio atacado para o varejo”. Segundo ele, o Executivo deve incentivar o movimento de atacadistas que querem vender diretamente ao consumidor. Ele explicou, que no caso dos alimentos, por exemplo, há uma deflação do atacado de quase 6%, mas ainda há inflação no varejo, ou seja, na venda ao consumidor.

A audiência do presidente do BC com os congressistas é uma obrigação prevista no artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00). Ela foi promovida em conjunto pela Comissão Mista de Orçamento; pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara; e pelas comissões de Assuntos Econômicos; e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado.

Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Newton Araújo
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