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PM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP

PM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP

Letícia Veloso*
Do UOL, em São Paulo

Protestos contra o aumento da tarifa do transporte coletivo200 fotos

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15.jun.2013 – Grupo de cerca de 400 pessoas fecha avenida da orla de Santos, na noite desta sexta-feira (14), em protesto contra o valor da tarifa de transporte Gisela Kodja/UOL PM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) e a Polícia Militar de São Paulo convocaram os líderes do Movimento Passe Livre (MPL) para planejar o protesto contra o aumento da tarifa do transporte público marcado para esta segunda-feira (17), em São Paulo. A reunião será às 10h, já que a manifestação está marcada para iniciar às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros.

Você é a favor da repressão policial a manifestante

O valor das passagens de ônibus, trem e metrô subiu de R$ 3 para R$ 3,20 neste mês. Será a quinta manifestação realizada em dez dias. O protesto da última quinta-feira (13) foi o mais violentoPM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP

Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo Fernando Grella, a PM quer combinar com os idealizadores o trajeto a ser percorrido para “garantir que a manifestação seja pacífica”. Ele acrescentou que acha que não será necessário o uso de bombas de gás lacrimogêneo e da tropa de choque. Grella também admitiu que ninguém será detido por portar vinagre.

Nina Cappello, estudante de direito da USP (Universidade de São Paulo) e uma das líderes do MPL, afirma que o movimento vai participar da reunião, mas que não pode assegurar o trajeto que será percorrido. “É importante uma conversa com a PM, principalmente, para evitar a repressão policial. Mas foi o que eu disse para eles: não consigo garantir a definição do trajeto, porque é uma questão política e não técnica. O MPL não decide sozinho, a gente faz uma série de articulações com organizações políticas.”

CENAS DO PROTESTO EM SP PM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP

Elio Gaspari: Quem acompanhou a manifestação ao longo dos 2 km que vão do Theatro Municipal à esquina da rua da Consolação com a Maria Antônia pode assegurar: os distúrbios começaram pela ação da polícia, mais precisamente por um grupo de uns 20 homens da Tropa de Choque, que, a olho nu, chegou com esse propósito Leia mais
Existe terror em SP: “Ouvi um homem gritar ‘orgulho, meu’ à massa. Massa que, aliás, contou não apenas jovens, mas idosos, famílias, gente recém-saída do trabalho. A transformação da ‘micareta’ veio na subida da Consolação, onde a passeata foi recebida por bombas de gás e tiros. Na correria rumo à praça Roosevelt, era explícito o temor de que a PM, que já começava a cercar o local, a invadisse com as armas”. Leia mais
Parece a ditadura, diz mulher atingida pela PM

O governo diz que não quer repetir o que ocorreu na manifestação da última quinta-feira (13), que foi marcada pela violência da polícia. “A cidade não quer violência”, disse Grella.

Na quinta, cerca de 40 pessoas foram presas antes mesmo de o protesto começar. Manifestantes e jornalistas que carregavam vinagre —como o repórter Piero Locatelli, da revista “Carta Capital”– para reduzir os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo foram detidos, sob a alegação da PM de que o produto pode ser usado para fabricar bombas caseiras.

Segundo o Movimento Passe Livre, pelo menos cem ficaram feridos. O balanço oficial da Polícia Militar sobre o protesto, divulgado na sexta-feira (14), revelou que 12 PMs ficaram feridos na ação.

Na manifestação de quinta-feira, a PM mobilizou grande aparato, com tanques blindados, helicópteros e até a cavalaria. Além da Tropa de Choque, policiais da Rota e da Força Tática atuaram na repressão, totalizando efetivo de 900 homens.

Segundo relato da repórter do UOL, Janaina Garcia, a polícia atirou indiscriminadamente contra manifestantes, transeuntes e jornalista a trabalho. “Não havia saída pela via nem pelas transversais, todas cercadas pelo Choque”. Veja o relato.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que está “sempre aberto ao diálogo, mas não é possível permitir atos de vandalismo”. Alckmin se negou a dizer que houve excessos da PM.

O prefeito Fernando Haddad (PT), disse que “não ficou bem” para a PM a repressão aplicada durante o protesto. Ele destacou que o reajuste de R$ 0,20 na tarifa de ônibus foi o menor reajuste dos últimos tempos, e se disse disposto a “explorar alternativas” para o aumento. (*Colaborou Ingrid Tavares)

 

CONFIRA OS QUATRO DIAS DE PROTESTO EM IMAGENS

  • Policial atinge cinegrafista com spray de pimenta
  • PM agride clientes de um bar na avenida Paulista
  • Policial atira bombas contra manifestantes
  • Cartaz faz referência à música Cálice, de Chico Buarque, escrita durante a ditadura
  • Manifestantes se ajoelham para tentar se proteger de ação policial
  • Mulher anda de bicicleta em meio a confronto entre policiais e manifestantes
  • Garota segura flor enquanto usa orelhão pichado durante protesto
  • Mulher é ferida na cabeça ao passar por confronto entre polícia e manifestantes
  • Policial atira contra manifestantes em rua do centro de São Paulo
  • Vídeo mostra policial quebrando o vidro do próprio carro da polícia em SP
  • Manifestante faz sinal da paz para policiais
  • Policial Militar aponta arma para se defender de agressores
  • Manifestantes se ajoelham diante de PMs durante protesto na avenida Paulista
  • Policial tanta apagar fogo provocado por manifestantes
  • Manifestantes fazem fogueira durante protesto contra o aumento das passagens
  • Manifestantes tomam a avenida Paulista no segundo protesto
  • Multidão participa do primeiro protesto contra a aumento na tarifa de ônibus PM e líderes se reúnem para discutir protesto contra aumento da tarifa em SP