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Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

ANDRÉIA SADI
DO PAINEL, EM BRASÍLIA Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país
DE SÃO PAULO  Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

Atualizado às 10h23.  ultimas atualização 21-06-2013 Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

A presidente Dilma Rousseff realiza na manhã desta sexta-feira (21) uma reunião de emergência com seus principais ministros para discutir os efeitos das manifestações por todo o país, que levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas ontem. Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos

Segundo assessores presidenciais, a presidente ficou impressionada com os acontecimentos no Rio e em Brasília e vai ouvir relatos do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, sobre os atos. Ainda pela manhã, Dilma conversará com o vice-presidente, Michel Temer, sobre os protestos. Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

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Ontem, a presidente acompanhou boa parte dos protestos no Palácio do Planalto e cancelou viagens ao Japão a Salvador. O cancelamento da viagem ao Japão –que estava marcada para a próxima semana– decorreu da avaliação de que Dilma não podia se ausentar do país neste momento. A visita a Salvador, onde a presidente lançaria o Plano Safra do Semiárido, foi suspensa para que ela pudesse se reunir com sua equipe.

A orientação da equipe de segurança do Planalto também é evitar excesso de exposição pública neste momento em que a tensão está elevada no país, o que poderia fazer da presidente alvo de hostilidade por parte dos manifestantes. Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

Assessores presidenciais disseram ontem, reservadamente, que o governo estava “atônito” e “perplexo” com as manifestações em todo o Brasil, mas monitorava a evolução dos protestos para tomar medidas de emergência em caso de necessidade. Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

Segundo auxiliares, o governo estava também “preocupado” com o impacto das manifestações sobre os investidores internacionais e na imagem do país no exterior. Esse temor decorre em particular do fato de o país estar sediando a Copa das Confederações, atraindo atenção da mídia internacional. Para dirigentes da Fifa, que promove a Copa das Confederações, a situação no Brasil é mais grave do que o pior cenário imaginado.

Além disso, o governo enfrenta no mesmo momento turbulências na área econômica, com a cotação do dólar em alta e o Banco Central sendo obrigado a fazer intervenções no mercado cambial. Dilma realiza reunião com ministros sobre os efeitos dos protestos pelo país

PROTESTOS

Mesmo após a redução em série das tarifas de ônibus, principal reivindicação dos protestos que tomaram conta do país, novos atos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas em cerca de cem cidades. Hoje há previsão de atoes em cerca de 60 municípios.

No 14° dia de manifestações, cenas de violência e vandalismo foram registradas em 13 das 25 capitais, que tiveram protestos. Ocorreram ataques ou tentativas de invasão a órgãos dos Três Poderes em nove cidades. Ações de repúdio a partidos políticos foram recorrentes.

Em Brasília, que contabilizou mais de 50 feridos, um grupo quebrou os vidros do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e houve princípio de incêndio. Dois ministérios foram pichados, e o Banco Central teve vidraça danificada.

“Foi um ato de vandalismo que não pode se repetir. Eu conclamaria a todos os manifestantes que observassem a calma e que respeitassem o patrimônio da nação”,disse o chanceler Antonio Patriota à rádio CBN. “Fiquei muito indignado com o que ocorreu.”

No Rio, o protesto reuni 300 mil pessoas e terminou num grande confronto que se espalhou pelo centro e terminou com mais de 60 feridos. Agressores chegaram a atacar um veículo blindado da Polícia Militar, conhecido como “caveirão”.

Em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), pelo menos 25 mil pessoas foram às ruas na quinta-feira (20) para protestar. O estudante Marcos Delefrate, 18, morreu após ser atropelado por um carro que furava um bloqueio de manifestantes –a primeira morte desde que começou a escalada de protestos, há duas semanas. Outras três pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave. O motorista está foragido.

Em São Paulo, a comemoração pela redução da tarifa, de R$ 3,20 para R$ 3, foi marcada por hostilidades de manifestantes contra membros de partidos políticos como PT, PSOL e PSTU. A multidão gritava “fora, partidos, vocês querem o povo dividido”. Os petistas, o maior grupo, deixaram o ato.

O Movimento Passe Livre (MPL) emitiu nota no início da madrugada desta sexta-feira em repúdio aos atos de violência contra partidos políticos durante as manifestações. Às 20h, mais de 110 mil pessoas se reuniam na avenida Paulista, segundo o Datafolha.

Petistas foram expulsos do ato, que reuniu 110 mil pessoas às 20h, segundo o Datafolha.

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