Proposta do PT prevê taxação de patrimônio acima de R$ 13 milhões

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    Proposta do PT prevê taxação de patrimônio acima de R$ 13 milhões

    CATIA SEABRA
    DE BRASÍLIA

    Após reunião marcada por críticas ao estilo da presidente Dilma Rousseff e exaltação ao antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada do PT decidiu encampar proposta de taxação de patrimônio líquido superior a R$ 13 milhões no Brasil. Segundo levantamento do PT, 10 mil famílias terão de pagar o novo tributo caso seja aprovada a taxação de grandes fortunas.

    Após reunião que consumiu quatro horas e meia em busca de respostas à onda de protesto, o PT propôs nesta terça-feira (25) cobrança de tributo a contribuintes cujo patrimônio líquido ultrapasse o produto da multiplicação do limite de isenção mensal do imposto de renda por 8 mil.

    Após reunião marcada por críticas ao estilo da presidente Dilma Rousseff e exaltação ao antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada do PT decidiu encampar proposta de taxação de patrimônio líquido superior a R$ 13 milhões no Brasil. Segundo levantamento do PT, 10 mil famílias terão de pagar o novo tributo caso seja aprovada a taxação de grandes fortunas.
    Após reunião que consumiu quatro horas e meia em busca de respostas à onda de protesto, o PT propôs nesta terça-feira (25) cobrança de tributo a contribuintes cujo patrimônio líquido ultrapasse o produto da multiplicação do limite de isenção mensal do imposto de renda por 8 mil.
    Hoje, o limite de isenção de imposto de renda no Brasil é de R$ 1.637,11, que, multiplicado por 8 mil, chega a R$ 13 milhões.

    Hoje, o limite de isenção de imposto de renda no Brasil é de R$ 1.637,11, que, multiplicado por 8 mil, chega a R$ 13 milhões.

    O projeto escolhido foi o apresentado no ano passado pelo secretário-geral do PT, Paulo Teixeira (SP).

    Segundo proposta, que também leva a assinatura do líder do PT, José Guimarães (CE), o imposto incidirá sobre o que exceder esse piso de R$ 13 milhões.

    O partido apresentou a proposta numa tentativa de reaproximação com os movimentos sociais. Numa reunião tensa, marcada por muitas críticas ao estilo da presidente Dilma Rousseff, deputados do PT defenderam a retomada de bandeiras tradicionais do partido, independentemente da agenda do Palácio do Planalto.

    No partido, a avaliação foi de que Dilma é hoje vítima de seu comportamento. Segundo petistas, ela mesma alimentou resistência à Copa, por exemplo, ao se recusar a receber representantes da Fifa. A presidente, queixam-se, contribuiu para a criminalização da política ao promover a chamada faxina em seu Ministério.

    Segundo participantes, os petistas lamentaram que Dilma não tenha a capacidade de diálogo de Lula, mas elogiaram sua firmeza.

    Na reunião, 42 petistas pediram a palavra, boa parte preocupada com o impacto da crise nas pesquisas de opinião.

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