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COLUNISTA SOCIAL DAVID AMADOR

 Últimas atualizações 19/07/2014

O COLUNISTA SOCIAL DAVID AMADOR FALA: DA VIDA EMOCIONAL NA SOCIEDADE PÓS MODERNA 

O COLUNISTA SOCIAL DAVID AMADOR FALA: DA VIDA EMOCIONAL NA SOCIEDADE PÓS MODERNA 

Ferreira dos Santos definiu “o pós-modernismo como sendo o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950, quando, por convenção, se encerra o modernismo ( 1900 – 1950 )”. Na realidade, a pós-modernidade é nada mais nada menos do que uma reação à modernidade, diante das promessas que não foram realizadas. Um exemplo das promessas da modernidade que não foi cumprido, é que o crescimento econômico não beneficiou a maioria, mas uma pequena elite, etc.

O COLUNISTA SOCIAL DAVID AMADOR FALA: DA VIDA EMOCIONAL NA SOCIEDADE PÓS MODERNA 

V

Gondim, faz uma observação quanto a pós-modernidade, dizendo que “ a maior denúncia que se faz aos filhos da pós-modernidade é que abandonaram o ideal e renderam-se ao consumismo”. A pós-modernidade aceitou as injustiças sociais, deu-as como irremediáveis.

Existem várias características do pós-modernismo que nos afetam diretamente, a saber: ( 1 ) o colapso das crenças, ( 2 ) a busca do exotérico, ( 3 ) a falência das instituições, ( 4 ) a necessidade do escândalo, ( 5 ) o individualismo, hedonista e narcisista, ( 6 ) a falta de cosmo-visão, ( 7 ) a substituição da ética pela estética, etc.

 

Tais novidades trazem à reboque a neurotização dos sentimentos humanos tais como

a tristeza, a angústia, a solidão, a depressão, a síndrome do pânico, sentimentos que estão aumentando, desenfreada-mente  enquanto paralelamente as industrias do entretenimento, do sexo, da moda e do consumismo estão se expandindo, numa tentativa inconsciente de impedir o sentimento de abandono que está aumentando e contaminando a todas as pessoas. Nunca se viu tantas pessoas sozinhas nos elevadores, no ambiente de trabalho, nas ruas, em casa e nas praças. Estão sozinhas no meio da multidão e também dentro das igrejas e denominações. Há um adoecimento coletivo na sociedade pós-moderna.

O diálogo quase já não existe, e lamentavelmente, muitas pessoas só sabem falar de si mesmas quando estão perante um psiquiatra, psicólogo ou pastor.

 

A qualidade de vida está se deteriorando. Por incrível que pareça, ser normal hoje é ser estressado e mal humorado.  O anormal é ser sereno e tranquilo. Ser normal é não revelar afeto.   Saber dar e receber carinho é ser anormal

.

 

Hoje em dia os consultórios de psicólogos, psiquiatras e pastores estão cheios, sem falar dos centros de recuperação para dependentes químicos e hospitais para os chamados loucos.

 

O Dr. Cury em um de seus livros disse: “nada é tão injusto como produzir um ser humano doente para depois tratá-lo, produzir as lágrimas para depois aliviá-las”. Mas é isso que tem acontecido, em face aos mais diversos fatores tais como o social, o psicológico, o emocional e o familiar, que de alguma forma geraram esse tipo de solidão na qual a sociedade está se afogando.

 

Enquanto isso percebo que as instituições, dentre elas as igrejas, cada uma de “per si” tem procurado tirar as almas das pessoas do inferno, mas não tem, apesar de seus esforços, conseguido tirar o inferno de suas almas.  Ora, porque não tem ferramentas adequadas para isso, ora por puro preconceito com relação à psicologia e a psiquiatria, muito embora, muitos de seus membros vivam sem se realizar, tropeçando aqui e ali, com baixa auto-estima, e o que é pior: dependentes de drogas receitadas que são chamadas de calmantes.

 

O Dr. Cury descreveu dez princípios para uma vida equilibrada, os quais precisamos aprender:

 

  1. Cada ser humano é uma joia única no palco da existência, uma obra prima do Autor da Vida.

 

  1. Ninguém pode decidir mudar a sua história, só você mesmo.

 

  1. Um ser humano saudável forma pessoas saudáveis. Um líder forma outro líder.

 

  1. A solidariedade e a tolerância são os fundamentos das relações sociais.

 

  1. O amor é o fundamento da vida: quem ama nunca envelhece no território da emoção.

 

  1. As perdas e sofrimentos são uma oportunidade para nos construir e não nos destruir.

 

  1. Os fortes compreendem, os frágeis condenam.  Os fortes reconhecem suas falhas, os frágeis escondem-nas.

 

  1. Saber ouvir é tão ou mais importante do que saber falar.

 

  1. Quando discriminamos alguém nós os diminuímos; quando supervalorizamos alguém, nós nos diminuímos.

 

  1. Quanto pior a qualidade da educação mais importante será o papel da psiquiatria. A educação é o alicerce da qualidade de vida.

 

 

 

 

Por David Amador

Bacharel em Teologia

Bacharel em Psicanálise

Mestre em teologia.

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