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'Novo cangaço' leva medo às pequenas cidades.

‘Novo cangaço’ leva medo às pequenas cidades.
Daniel Teixeira-Estadão  ‎Domingo‎, ‎2‎ de ‎março‎ de ‎2014
Agindo em bando e fortemente armados, criminosos adotaram táticas de guerrilha para invadir pequenas cidades e saquear, simultaneamente, o dinheiro dos caixas eletrônicos dos bancos com uso de explosivos. Chamado de “novo cangaço”, eles espalham o medo e transformam, da noite para o dia, a vida nos municípios do interior de São Paulo e das divisas com Minas Gerais e Paraná, considerados recantos de sossego.

Identificadas desde 2011, as ações do novo cangaço se intensificaram desde o ano passado, segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O crescimento é atribuído à atuação organizada de três grandes quadrilhas paulistas identificadas pelo órgão, com 20 a 30 membros cada. Os novos cangaceiros agem de madrugada, com veículos potentes, em ações que levam, em média, 15 minutos. Vestem touca ninja na cabeça, luvas e coletes. As cidades menos populosas são escolhidas não só pelo baixo efetivo policial, mas também pelo isolamento geográfico.

Recriando o estilo dos velhos cangaceiros do sertão nordestino – em uma versão moderna mais violenta e desprovida de motivações sociais -, os criminosos sitiam a cidade com barricadas e contenção armada nos acessos viários, disparam contra a base policial para impedir reações e contra curiosos que possam identificá-los.

Enquanto isso, outra parte do grupo invade as agências e destroem os caixas com explosivo roubado de pedreiras e grandes obras.

“São criminosos que encontraram dentro desse formato de agir um meio mais fácil de roubar sem serem presos em flagrante ou identificados por testemunhas”, explica o delegado do Deic Ruy Ferraz Fontes. “Eles agem rápido, afastam testemunhas com disparos a esmo e fogem antes de chegar reforço. É difícil ter flagrante.”

Por causa do baixo lucro dos saques, a polícia identificou que as quadrilhas têm atuado quase que semanalmente para se manter. Cidades como Santa Branca, Conchas e Avaí, visitadas pelo Estado, foram alvo dos criminosos. Estima-se que as explosões deram prejuízo de mais de R$ 70 milhões aos bancos, no ano passado. Parte desse dinheiro abastece o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo as investigações.

‘Novo cangaço’ leva medo às pequenas cidades.

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