Guarulhos-Noticias/Gng Guarulhos-Noticias/Gng Gru Guarulhos Home GnG Gru Guarulhos Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF
Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF

Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF

Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF

Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF

Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF

Lava Jato: “Povo não aguenta mais que políticos flertem, namorem ou casem com a corrupção”

Procurador da República lembra que escândalos sempre envolvem agentes públicos e políticos

Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF
Povo não aguenta mais namoro com corrupção, diz MPF
Reforma de centro de pesquisa da Petrobras teve R$ 39 milhões desviados para bancar propina a agentes políticos ligados ao PT, funcionários da Petrobras e retirar construtora de licitaçãoFábio Motta/07.10.2010/Estadão Conteúdo

A força-tarefa da Operação Lava Jato, composta por procuradores da República, delegados da PF (Polícia Federal), agentes da Receita e outros funcionários desses órgãos públicos, fez um dos discursos mais duros contra a corrupção que impera no Brasil, nesta segunda-feira (4), quando detalhou a 31ª fase da investigação, chamada de Abismo.

O procurador da República Roberson Henrique Pozzobon destacou a ligação entre as fraudes envolvendo agentes públicos com agentes políticos — praxe nos esquemas descobertos pela força-tarefa da Lava Jato nos desvios da Petrobras.

— Verificamos em todas essas operações o destinatário final eram agentes políticos, que estão no topo da cadeia alimentar das propinas. Os agentes políticos aparecem no final da cadeia, que nos leva ao seguinte: o povo brasileiro não aguenta mais que agentes públicos flertem, namorem ou casem com a corrupção.

 

Pozzobon relembrou que, nas últimas duas semanas, quatro operações da PF tiveram relação direta com ação de hoje da Lava Jato — Turbulência, iniciada em Pernambuco; Custo Brasil, em São Paulo; Saqueador, no Rio de Janeiro; Tabela Periódica, em Goiás.

— A corrupção está alastrada em nosso País e não há como combater o crime organizado de forma desorganizada. Precisamos que o Ministério Público, a polícia, a Receita, outros órgãos, a sociedade… formem uma grande rede de combate à corrupção.

O procurador da República aproveitou a ocasião para disparar contra a tentativa de políticos criarem mecanismos que limitem — a extinção — dos acordos de delação premiada e de leniência (quando empresa aceita dar detalhes de crimes em troca de penas mais leves).

— Precisamos estar atentos às críticas que se faz a acordos de leniência e colaboração. Qual o pano de fundo? A quem interessa o fim do acordo de leniência e de colaboração? A quem investiga ou a quem é investigado?

A 31ª fase da Lava Jato indicou o desvio de R$ 39 milhões de um contrato de R$ 850 milhões (que superou R$ 1 bilhão) para a reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) no Rio de Janeiro.

O dinheiro foi usado para tirar uma empresa da licitação (R$ 18 milhões), para pagar propina ao PT e a funcionários públicos da Petrobras (R$ 17 milhões), ao ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira (R$ 1 milhão), entre outros.