//Francislene de Almeida, esposa de Eli Corrêa, fala sobre ataques sofridos durante a campanha

Francislene de Almeida, esposa de Eli Corrêa, fala sobre ataques sofridos durante a campanha

Francislene de Almeida, esposa de Eli Corrêa, fala sobre ataques sofridos durante a campanha

Francislene de Almeida, esposa de Eli Corrêa, fala sobre ataques sofridos durante a campanha

Francislene de Almeida, esposa de Eli Corrêa, fala sobre ataques sofridos durante a campanha

Pouco mais de uma semana após as eleições municipais, quando seu marido perdeu a eleição para a disputa pela prefeitura de Guarulhos, a empresária Francisleine Assis de Almeida falou com a imprensa sobre o “apedrejamento” público que recebeu nos últimos meses.

Filha do falecido advogado Assis de Almeida, a empresária passou por momentos difíceis quando se tornou alvo principal dos adversários políticos de seu marido, o deputado federal Eli Corrêa Filho.

Mãe de duas filhas e residente em Guarulhos, Francisleine falou com a “Gazeta News de Guarulhos” sobre o quanto sofreu neste período. E, principalmente, sobre a real situação do caso envolvendo a indenização recebida por desapropriação do Rodoanel.

Acompanhe a entrevista.

reportagemGazeta News de GuarulhosComo foram os ataques sofridos durante a campanha?

reportagemFrancisleine Assis de Almeida – Em primeiro lugar quero agradecer a oportunidade de explicar de fato o “apedrejamento público” ao qual fui submetida nesses últimos meses. Meu pai morreu há 5 cinco anos e eu recebi uma herança. Entre os bens há um terreno próximo ao aeroporto que esta sendo desapropriado pelo Dersa, para construir o Rodoanel. Como acontece normalmente quando há desapropriações por parte do governo federal, estadual ou municipal, eles sempre oferecem o valor menor do que o de mercado. Por isso, todo o cidadão tem o direito de entrar na Justiça para reivindicar o que considera justo. E foi o que fizemos, eu e os outros herdeiros. Aliás, quero deixar claro que a ação foi iniciativa de toda minha família, não apenas da Fran, como tentaram fazer parecer.

reportagemGNG – E como está a ação?

reportagemFrancisleine – Como disse, entramos com uma ação judicial pra conseguir o valor correto do metro quadrado do terreno. E isso quem determina é o juiz, após avaliação de perícias técnicas.  Então ganhamos na Justiça e o valor a ser pago foi corrigido. Só para você ter uma ideia o proprietário que tem um terreno ao lado do nosso também entrou na Justiça e recebeu um valor bem maior que o nosso.

reportagemGNG – Quando começou os ataques dos quais foi vítima?

reportagemFrancisleine – Após o juiz autorizar o depósito do que era devido à minha família o Dersa, curiosamente, começou a questionar o valor pago judicialmente, entrando inclusive, com uma ação para reavaliar os valores definidos pela Justiça. Por isso, pediram a devolução do dinheiro. Aliás, o valor recebido está parado.

reportagemGNG – Vocês estão questionando a atitude do Dersa?

reportagemFrancisleine – Sim. Estamos pedindo um laudo oficial, o que significa que eles terão que designar, novamente, um perito para reavaliar o valor do terreno. Isso prova que o que está acontecendo é apenas uma divergência de opiniões sobre a avaliação inicial. Não tem nada de corrupção, não tem nada de errado. Qualquer pessoa que tiver o mínimo conhecimento de leis e ler o processo vai entender que não tem nada de errado.

reportagemGNG – Então a situação ainda está indefinida?

reportagemFrancisleine – Sim. Por exemplo, você é dono de uma casa e ela vale R$ 100 mil reais. Eles te desapropriam e oferecem R$ 10 mil reais. Você aceitaria? Não entraria na Justiça para buscar seus direitos? Foi o que fizemos. Aliás, tem um detalhe: não foi só minha família não. Foram vinte oito famílias que estão sofrendo processos de desapropriação. No entanto, como o Eli era candidato e os adversários não tinham trabalho para apresentar resolveram me atacar. Eles vincularam um problema familiar com a disputa política.

reportagemGNG – Outro assunto que todo mundo fala é sobre o IPTU.

reportagemFrancisleine – Sei. Falam por aí que devo muito IPTU, coisa e tal. Sou empresária do ramo imobiliário, assim como fazia meu falecido pai. Então nós temos alguns terrenos como este que foi desapropriado pelo Dersa. Na realidade, sou contra o preço abusivo do IPTU praticado em Guarulhos e não aceito, como todo guarulhense não aceita. Muitos terrenos gerenciados pela nossa empresa não são urbanos e sim (ITR) que está sendo cobrados como imposto urbano, no caso o IPTU. Entramos na Justiça para tentar reverter isso. Já ganhei muitas ações e outras eu perdi. Mas é esse o problema. Não é que eu estou devendo, como muitos tentam fazer parecer. Estou com ação judicial contra a prefeitura em relação aquilo que investimos. Só reafirmando, todo e qualquer cidadão tem o direito de ir atrás, daquilo que você acha correto e a Justiça vai decidir se você está certo ou se você está errado.

reportagemGNG – Como espera resolve isso?

reportagemFrancisleine – Quero deixar claro para todos que sou uma das pessoas mais interessadas em deixar bem claro que somos uma família correta. Nunca fizemos nada na cidade que nos desabonasse. O Eli é um político que está há 18 anos na vida pública e nunca teve uma mancha na carreira dele. Mas, infelizmente, transformaram problemas comuns de família em uma guerra política. Uma coisa suja e que prejudica a cidade. Só para se ter uma ideia, por 14 vezes durante o período eleitoral estampei a capa de jornais da cidade, sempre de forma pejorativa. Mas sei que o guarulhense é inteligente e procurarão saber a verdade antes de julgar.