Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros

Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros

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Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros

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Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros

Christine Lagarde. Foto: REUTERS/Leonhard Foeger Luís Reis Ribeiro 28.08.2017 / 16:29 Portugal já só deve 37% do empréstimo que contraiu junto do Fundo, mas ainda assim a fatura pesa: falta pagar o equivalente a 5,4% do PIB.Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros A seguir Mesmo pagando ao FMI, dívida atinge maior valor de sempre Mais vistas EMOJIS É mesmo isso que quer dizer? 22 emojis que não são aquilo que pensa FOTOGALERIA Ser feliz? 25 hábitos que os psicólogos associam à felicidade CARREIRA 11 coisas que não deve fazer se quiser ficar rico FOTOGALERIA Os sete melhores sites para tirar um curso sem gastar um cêntimo RANKING Cerveja? Nestes 20 países é melhor beber outra coisa Portugal deve 37% do empréstimo que contraiu junto do Fundo Monetário Internacional (FMI), o equivalente a cerca de 10.265 milhões de euros ou 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em agosto, saldou mais uma parte dessa dívida, antecipando pagamentos que eram devidos em 2020 à instituição liderada por Christine Lagarde, informa o governo. De acordo com o boletim mensal do IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, em julhos foi realizado mais um reembolso antecipado no valor de 1.763 milhões de euros e já este mês pagou mais 795 milhões de euros, o que eleva as amortizações deste ano para 5,3 mil milhões de euros.Portugal paga mais ao FMI mas ainda deve 10 mil milhões de euros O IGCP informa ainda que concretizou em agosto um reembolso antecipado do empréstimo do FMI, no montante de SDR 668 milhões SDR [cerca de 795 milhões de euros, elevando a percentagem paga para 63% do empréstimo total inicial do FMI. Estes reembolsos correspondem a amortizações de capital que originalmente eram devidas em março e abril de 2020. O cabaz SDR – Special Drawing Rights ou Direitos Especiais de Saque é a moeda sintética do FMI (que resulta de um cabaz baseado em dezenas de moedas de todo o mundo. Atualmente, um euro vale 1,19 SDR. Esta política de pagar mais depressa ao Fundo prende-se com o facto de este empréstimo ser mais caro do que o dinheiro que veio da Europa (1,9%) do caso do ESM) ou do que o financiamento de mercado. Atualmente, Portugal consegue endividar-se a dez anos (obrigações) a uma taxa de juro de 4,1% (leilão de julho). Tal como já escreveu o Dinheiro Vivo, com aquelas operações, Portugal já cumpriu todos os reembolsos ao FMI previstos para 2017. Recorde-se que em junho e julho o Estado português já tinha realizado “dois reembolsos antecipados do empréstimo FMI no montante de 810 milhões SDR e 1447 milhões SDR, respetivamente”, elevando então a percentagem paga para 60% do empréstimo total inicial do FMI. Esses reembolsos correspondiam “a amortizações de capital que originalmente eram devidas entre junho de 2019 e março de 2020”, explicou em julho o IGCP. Uma pilha de dívida Apesar da redução na exposição ao FMI, Portugal ainda deve, na íntegra, os dois outros empréstimos concedidos durante o programa de ajustamento e de resgate. Ao fundo da zona euro (que hoje se chama Mecanismo de Estabilidade Europeu ou ESM na sigla em inglês, mas que na altura do resgate era FEEF), o país ainda deve 27,3 mil milhões de euros. A este acresce uma outra dívida, de 24,3 mil milhões de euros, que é a parte do resgate que foi financiada pelo MEEF, o fundo que congrega os empréstimos bilaterais e que foi organizado pela Comissão Europeia (porque na altura não havia instrumentos para salvar os países que entretanto entraram na bancarrota). Além de Portugal, foram resgatados Grécia e Irlanda. Portanto, tudo somado, a chamada dívida oficial (aos credores da troika) ascende ainda a cerca de 62 mil milhões de euros. Além desta, o Estado deve mais 177 mil milhões de euros aos mercados. Aos bancos (estrangeiros e nacionais) e às famílias portuguesas (via certificados de aforro, do tesouro, etc.), basicamente. Assim, o total global da dívida do Estado está hoje em 243,2 mil milhões de euros, indica o IGCP. Mesmo pagando mais depressa ao FMI, a dívida pública total tem subido em proporção do PIB, mas a fatura dos juros, embora enorme (mais de 8 mil milhões de euros por ano), tem vindo a suavizar. Na passada sexta-feira, o ministro das Finanças, Mário Centeno, adiantou que o rácio da dívida deve cair para 127,7% do PIB no final deste ano, naquela que será a maior descida dos últimos 19 anos deste último indicador. Ainda assim, o peso do endividamento público continua a ser dos maiores entre os países desenvolvidos, superado na Europa apenas pela Grécia.