EUA, Coreia do Sul e Japão respondem a Pyongyang com simulação de bombardeamento

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EPA

Tensão na península coreana aumentou depois do lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o norte do território japonês

Aviões sul-coreanos e japoneses juntaram-se a dois bombardeiros norte-americanos para realizarem um exercício conjunto, esta quinta-feira, poucos dias depois de a Coreia do Norte ter aumentado ainda mais a tensão em torno da península norte-coreana, ao lançar um míssil que sobrevoou o Japão.

O exercício “contraria fortemente os repetidos testes da Coreia do Norte e o seu desenvolvimento de armas nucleares”, disse um oficial sul-coreano à CNN, e surge no final do ano de exercícios conjuntos entre a Coreia do Sul e os EUA, que têm-se focado maioritariamente em simulações através de computadores, acrescenta a Reuters.

“As ações da Coreia do Norte são uma ameaça para os nossos aliados, parceiros e a nossa própria pátria. Essas ações destabilizadoras terão uma resposta ao seu nível”, afirmou o general norte-americano Terrence J. O’Shaughnessy.

“Esta missão complexa demonstra claramente a nossa solidariedade para com os nossos aliados”, acrescentou o general, dizendo ainda que os EUA estão prontos para “uma resposta letal” se tal for necessário.

O exercício consistiu num teste falso de bombardeamento, simulando o ataque a estruturas chave de possíveis inimigos, e foi feito perto da província de Gangwon, a este da Coreia do Sul. É uma “resposta direta aos lançamentos de mísseis balísticos da Coreia do Norte”, frisou O’Shaughnessy.

Dos aviões norte-americanos que participaram no exercício, dois levantaram voo de uma base dos EUA em Guam, o território aliado do país liderado por Donald Trump que se encontra mais perto da Coreia do Norte, e que tem sido alvo de ameaças de Pyongyang.