Joesley e Saud se entregam à Polícia Federal em São Paulo

Joesley e Saud se entregam à Polícia Federal em São Paulo

16:08:57

Executivos chegaram à Superintendência da PF por volta das 14h em carros separados

POR GUSTAVO SCHMITT E MARCOS ALVES

Joesley Batista deixa apartamento em São Paulo para se entregar – Nelson Antoine / AP

SÃO PAULO – O empresário Joesley Batista e o diretor da JBS Ricardo Saud se entregaram à Polícia Federal (PF) por volta das 14h deste domingo. Eles chegaram em carros separados na Superintendência da PF na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, sem dar declarações à imprensa.

A PF não informou ainda quando eles transferidos para Brasília. Antes, é esperado que os dois executivos façam o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Joesley havia deixado o apartamento da família na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, em São Paulo, por volta das 13h45 deste domingo. No banco de trás de um Toyota Hylux com os vidros escuros, Joesley passou pelos jornalistas.

Atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot,Fachin determinou a prisão temporária de Joesley e Saud, sob a suspeita de terem descumprido acordo de delação premiada ao omitir informações dos procuradores. Eles teriam conseguido informações privilegiadas com o ex-procurador Marcelo Miller, como sugerem gravações entregues à PGR. deve pedir a rescisão do acordo de delação, que previa imunidade penal aos executivos da JBS. Na sexta-feira à noite, a defesa de Joesley e Saud já havia entregue os passaportes dos dois delatores à Justiça, numa tentativa de mostrar que eles não teriam interesse de fugir.

Na decisão que pediu a prisão dos executivos, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há “múltiplos os indícios, por eles mesmos confessados, de que integram organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem de dinheiro”.

O prazo inicial é de cinco dias de detenção para Joesley e Saud e, depois desse período, a medida pode ser convertida em prisão preventiva, sem prazo para terminar. Ou resultar na soltura dos dois, a depender de decisão de Fachin.