Brasil. Juiz Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça de Bolsonaro

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O novo presidente do Brasil reuniu-se esta quinta-feira com o juiz Sérgio Moro, que mandou prender Lula, e convidou-o para ministro da Justiça. Magistrado aceitou.Partilhe

fonte: https://observador.pt/2018/11/01/brasil-bolsonaro-convida-sergio-moro-para-ministro-no-governo-mais-pequeno-desde-os-anos-90/

bolsonaro moro 1 Brasil. Juiz Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça de Bolsonaro

Jair Bolsonaro (esq.) deverá convidar esta quinta-feira o juiz Sérgio Moro (dir.), que mandou prender Lula da Silva, para ministro da Justiça

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  • João Francisco Gomes
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O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, reuniu-se esta quinta-feira com o juiz Sérgio Moro, e convidou-o para ministro da Justiça do seu governo, proposta que foi aceite pelo juiz. Sérgio Moro, o juiz que mandou prender o antigo presidente Lula da Silva no âmbito do caso Lava Jato, há muito que era apontado como uma forte hipótese para assumir o Ministério da Justiça num governo liderado por Bolsonaro, mas o novo presidente brasileiro confirmou a intenção de convidar o juiz na primeira entrevista que deu após a eleição, esta terça-feira. Moro deverá publicar ainda esta quinta-feira um comunicado com os detalhes da proposta que lhe foi feita por Bolsonaro.

“Agora que acabou o período eleitoral [posso falar nisso]. Se tivesse falado isso lá atrás soaria oportunismo da minha parte. Eu pretendo sim [convidar Sérgio Moro], não só para o Supremo, quem sabe até para o Ministério da Justiça. Quero conversar com ele. Saber se há interesse dele nesse sentido também. Pretendo conversar com ele brevemente. E se houver interesse da parte dele, com certeza será uma pessoa de extrema importância num Governo como o nosso”, afirmou Bolsonaro na entrevista à TV Record.

O ministério da Justiça será um “superministério” num governo que reduz substancialmente o número de pastas em relação aos executivos anteriores, do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo o jornal brasileiro Estado de São Paulo, o grande objetivo do presidente de extrema-direita eleito no último domingo é reduzir o tamanho do governo, juntando pastas e criando superministérios.

Para já estão confirmados 15 ministérios, mas o mesmo jornal escreve que o número poderá chegar aos 17. Um número muito baixo quando comparado com os governos de Dilma Rousseff (com 39 ministérios, passando para 31 pastas após uma remodelação em 2015) e de Michel Temer (com 29 ministérios).

As principais supressões estão relacionadas com o ministério da Justiça, que vai aglutinar os antigos ministérios da Justiça e da Segurança Pública, e com o ministério da Economia, que passará a reunir as antigas pastas da Fazenda, do Planeamento, Desenvolvimento e Gestão e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Também os ministérios da Educação, da Cultura e do Desporto serão fundidos num só, e as pastas do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos passarão a ser tuteladas apenas por um ministro. A Integração Nacional, o Turismo e as Cidades, antes três ministérios distintos, passam agora a constituir o Ministério da Integração Nacional, e a pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento junta-se à do Meio Ambiente para constituir um Ministério da Agricultura e Meio Ambiente.

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