EU QUERO A VALE DE VOLTA

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João Leite  colunista

A Vale é minha é sua é do povo brasileiro. A Maior produtora de minério de ferro no mundo e uma das maiores consumidoras de energia do país, a Vale do Rio Doce está envolvida em diversos episódios de violações de direitos humanos. Em 2004, a Justiça Global, o Movimento dos Atingidos por Barragens, as Comissões Pastorais da Terra, dentre outros parceiros, lançaram o relatório Atingidos e Barrados – Violações de Direitos Humanos na hidrelétrica candonga (MG), denunciando as ações abusivas e violentas do consórcio candonga, uma parceria entre a Alcan e a CVRD contra as populações atingidas.


Atualmente, a Vale possui mais cinco usinas em operação: Igarapava (divisa São Paulo e Minas Gerais), Ponto Estrela (MG) e Funil (MG), Aimorés (MG) e Capim Branco (MG). Também está sendo implantada a usina Capim Branco II e a hidrelétrica Estreito (na divisa Maranhão e Tocantins) está em fase de licenciamento.
A empresa também tem provocado sérias devastações ao meio ambiente e às populações indígenas com a operação da Estrada de Ferro Carajás no Pará. A Justiça determinou que a Vale compensasse financeiramente os povos que habitam a reserva indígena por onde passa a estrada de ferro e hoje a Companhia mantém um convênio com a Funai, pelo qual repassa uma verba para viabilizar projetos nas aldeias.
De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além da diminuição brutal dos espaços tradicionalmente ocupados pelos povos indígenas, há ainda constante invasão de madeireiros nas reservas onde vivem. Isso porque, dentro da área de influência da ferrovia, é nas Terras Indígenas que ainda se encontram árvores de grande valor comercial, típicas da Amazônia. O restante foi praticamente todo devastado durante a construção da ferrovia.
Além disso, a Vale do Rio Doce mantém acordos comerciais com empresas que se utilizam de mão de obra escrava. Os grupos Gerdau e Queiroz Galvão, gigantes na produção de ferro guza, são acusados pelo Ministério Público Federal de manterem homens confinados em carvoarias na floresta amazônica. Sem liberdade, os trabalhadores não são remunerados, dormem em currais, não tem assistência médica e são vigiados por pistoleiros. Em sua maioria, analfabetos, têm dificuldades de se expressar, sentem medo e em geral já esqueceram a data do aniversário.
A consulta popular – O Brasil que nós queremos – foi promovida por cerca de 60 entidades que fizeram a Campanha Nacional pela Anulação do Leilão da Vale. Dezenas de plenárias estaduais foram realizadas. O Grito dos Excluídos, realizado nacionalmente todos os anos no dia 7 de setembro, já teve o tema “Isto não Vale. Queremos Participação no Destino da Nação”.
Segue algumas perguntas que merecem respostas imediatas:

1 – EPM 1997, a Companhia Vale do Rio Doce – patrimônio construído pelo povo brasileiro – foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o Poder Judiciário podem anular. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?

2 – O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?
3 – Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até 8 vezes mais que as grandes empresas?

4 – Você concorda com uma reforma Trabalhista e da previdência que retira direitos dos trabalhadores?
5 – Acidentes das Barragens de Mariana e Brumadinho. Até quando vamos assistir esse descaso para com o nosso povo que estão morrendo e nada acontece com os verdadeiros culpados?
Aguardo as respostas através de providências imediatas dos nossos governantes.

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