Distúrbios do sono: descubra quais exames são capazes de identificá-los
Distúrbios do sono: descubra quais exames são capazes de identificá-los

Distúrbios do sono: descubra quais exames são capazes de
identificá-los
Saiba quais são os principais distúrbios do sono e quais são os sintomas e exames
dessas condições
Os distúrbios do sono consistem em diferentes condições que podem atrapalhar as
noites de sono do paciente.
O sono é dividido em quatro fases sendo que cada uma delas é responsável por
uma atividade diferente. Apresentar dificuldades em qualquer uma delas pode
resultar em problemas de saúde no curto e longo prazo.
Devido à importância de boas noites de sono, conheça a seguir quais são os
principais distúrbios relacionados e também quais exames podem ser realizados
para um diagnóstico confiável.
Quais são os principais distúrbios do sono?
Existem mais de 100 distúrbios do sono e do despertar já identificados por estudos
científicos. Devido à amplitude, eles são agrupados em quatro categorias
principais:
● dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo;
● problemas para permanecer acordado;
● problemas para conseguir manter uma rotina regular de sono;
● comportamentos incomuns durante o sono.
Apesar desses tipos de distúrbios, alguns são os mais frequentes e comuns, sendo
apresentados a seguir!
Apneia do sono
De acordo com o Instituto do Sono em São Paulo, entre 2007 e 2017, foi
identificado um crescimento de 38% para 69% da população brasileira que sofre
com apneia do sono.
Essa condição consiste em uma obstrução total ou parcial do fluxo de ar na
garganta enquanto se dorme, fazendo com que o sono não seja reparador.
Entre os sintomas que permitem identificar a apneia está o cansaço e sonolência
durante o dia. Roncos altos e frequentes também são indicativos do distúrbio.
A apneia é causada pela obstrução da faringe durante o sono, impedindo a
passagem de ar e provocando sons altos. Uma condição que pode aumentar as
chances de desenvolver o distúrbio é a obesidade.

Pessoas acometidas pela condição têm maior propensão a desenvolver problemas
cardiovasculares e neurológicos.
Insônia
Outro distúrbio do sono cada vez mais comum é a insônia, que consiste na
dificuldade de pegar no sono ou permanecer dormindo e também despertar antes
da hora.
A insônia prejudica muito a qualidade de vida dos pacientes, pois está associada a
ocorrências como cansaço extremo, falta de foco, irritabilidade, lentidão e dor de
cabeça e no corpo durante dias seguidos.
A condição pode ser desencadeada por diferentes fatores, desde manter hábitos
prejudiciais no período noturno – como comer/beber muito, assistir televisão, ficar
no celular – como também devido os transtornos de ansiedade.
Devido não se sentir descansado e ter baixa concentração durante o dia, as pessoas
ficam mais suscetíveis a sofrerem acidentes.
Narcolepsia
A narcolepsia consiste em um distúrbio que causa uma sonolência incontrolável.
Pessoas acometidas com a condição podem perder a força em um instante e
simplesmente apagar.
Destaca-se que esse sono súbito pode ocorrer em diferentes atividades do dia a
dia, afetando a segurança e qualidade de vida do paciente.
Bruxismo
O bruxismo refere-se ao aperto involuntário dos dentes durante o sono.
Um dos indícios dessa condição é acordar com dores na mandíbula e também
apresentar uma dentição mais desgastada que o normal.
Sonambulismo
O sonambulismo é um distúrbio mais comum entre as crianças e que tende a
desaparecer com o tempo.
Ele é caracterizado por falas desconexas e movimentos realizados sem consciência.
Também pode comprometer a segurança do paciente.
Pernas inquietas
Esse distúrbio do sono consiste em uma necessidade irresistível de movimentar os
membros inferiores para aliviar uma sensação desagradável que não deixa dormir
de jeito nenhum.
Em casos mais graves pode afetar também os membros superiores e causa
sonolência, cansaço, indisposição e irritação durante o dia devido às noites mal
dormidas.

Quais exames identificam essas condições?
O principal exame para identificar qualquer tipo de distúrbio do sono é a
polissonografia.
Trata-se de um exame não invasivo que mede a atividade respiratória, muscular e
cerebral, entre outros parâmetros, durante o sono.
Para isso, o médico responsável coloca sensores em diferentes locais do corpo. As
sinapses são coletadas e analisadas por um software específico que as transforma
em informações padronizadas que descrevem o sono do paciente.
Para a realização da polissonografia o paciente deve ir dormir na clínica
especializada. Utiliza-se uma sala monitorada e confortável para que o indivíduo
possa dormir normalmente.
Com os sensores fixados pelo corpo sem atrapalhar a movimentação é solicitado
que ele durma o mais próximo possível de como ocorre em casa.
A interpretação do exame leva em consideração as diferentes fases do sono, como
movimentação dos olhos, ritmo cardíaco e pressão arterial.
São analisados aspectos como a movimentação do corpo, o tempo efetivamente
dormido, as batidas do coração, despertares noturnos e outras intercorrências que
possam afetar a noite de sono.
A polissonografia pode ter o laudo a distância para reduzir o tempo de espera do
paciente pelo diagnóstico e garantir a avaliação por um médico especializado. Caso
suspeite de um distúrbio do sono procure ajuda especializada.

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