Ação na Cracolândia prendeu chefe do tráfico e gerou ‘inflação do crack’

Ação na Cracolândia prendeu chefe do tráfico e gerou 'inflação do crack'
Ação na Cracolândia prendeu chefe do tráfico e gerou 'inflação do crack'
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13:43

A operação coordenada pela Polícia Civil na nova Cracolândia na praça Princesa Isabel, no centro de São Paulo, durante a madrugada de quarta-feira (11), resultou na prisão de seis homens pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e associação para o tráfico. O balanço foi atualizado na manhã desta quinta-feira (12).

Entre os presos está um homem, de 22 anos, conhecido como Filé com fritas. Conforme a polícia, seu apelido teria sido dado devido à sua ascensão no tráfico, em caso semelhante a um personagem do filme “Cidade de Deus”, em que um adolescente deu início a sua vida no crime entregando refeições aos traficantes até chegar ao posto mais alto.

Contra o suspeito havia um mandado de prisão temporária expedido através da Operação Caronte, que visa sufocar o tráfico na região.

De acordo com o delegado Roberto Monteiro, o homem era um dos chefes do tráfico na praça e já vinha sendo monitorado por policiais infiltrados junto ao fluxo da nova cracolândia. O jovem, inclusive, já havia sido flagrado sentado em uma das bancas de comercialização de drogas.

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Filé com fritas já tinha antecedentes na polícia. Em sua ficha constam duas passagens por furto, uma por dano e outra por tráfico. Anteriormente, a Polícia Civil havia mencionado uma passagem por violência doméstica, o que foi retificado nesta quinta-feira (12).

Segundo a Polícia Civil, Filé com fritas permaneceu calado durante seu depoimento e também não apresentou advogado.

Durante a incursão, 20 pessoas chegaram a ser conduzidas para a delegacia, mas 15 delas foram liberadas após averiguação. Depois, um homem que era foragido da Justiça também foi preso na ação.

De acordo com a Polícia Civil, para a operação na praça Princesa Isabel foram utilizados 300 PMs, 200 policiais civis e 150 guardas, que tinham a intenção de cumprir 37 mandados de prisão. No entanto, o que se viu foi um número bem menor de presos e uma quantidade não divulgada de apreensão de cocaína, maconha e crack.

O delegado justificou que a área não é propensa para grandes apreensões de entorpecentes, já que os usuários buscam por pequenas quantidades de drogas.

“A característica desse tráfico, o microtráfico, inclusive de organização criminosa, na Cracolândia da praça Júlio Prestes e nesse fluxo da Princesa Isabel é justamente a venda em pequenas quantidades”, explicou.

Durante entrevista coletiva na sede da 1° Seccional Centro, onde também está localizado o 3° DP (Campos Elíseos), Roberto Monteiro contou que as operações contínuas na antiga e na nova Cracolândia fizeram que o valor da pedra de crack fosse reajustado pelo crime organizado.

“Houve uma inflação do crack. Nós começamos com a pedra custando R$ 20 e tínhamos notícia recentemente da pedra custando R$ 50. De R$ 40 a R$ 50 o crack ali vendido na praça Princesa Isabel, justamente pela repressão policial”.

Além dos detidos, ainda houve apreensão de três armas falsas, 19 balanças de precisão, 14 facas e aparelhos celular.

A Polícia Civil ainda informou ter localizado e apreendido quatro cadernos com anotações de contabilidade e documentos como RG, CPF e título de eleitor

Também foram apreendidos R$ 3.640 em dinheiro.

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