Bolsa despenca 2,7% e dólar sobe 1,5% com divulgação de indicadores dos EUA

Bolsa despenca 2,7% e dólar sobe 1,5% com divulgação de indicadores dos EUA
Bolsa despenca 2,7% e dólar sobe 1,5% com divulgação de indicadores dos EUA

17:32:44

Dados econômicos vindos dos Estados Unidos, que incluem a divulgação do déficit orçamentário e a alta da inflação americana, pressionam o dólar nesta quarta-feira, 12, que já sobe 1,5% ante o real. Os indicadores afetam também a Bolsa brasileira (B3), que cai mais de 2,7%, aos 119 mil pontos. Entre investidores, temor é que diante dos novos dados, o banco central americano comece a diminuir as medidas de estímulos adotadas durante a pandemia.Estadão

O déficit dos EUA, quando as despesas são maiores que as receitas, ficou em US$ 1,9 trilhão entre outubro e abril, os primeiros sete meses do atual ano fiscal, no momento em que o governo continua a gastar além do que arrecada para lidar com os impactos econômicos da covid-19. O resultado é recorde para o período de sete meses e representa um avanço de 30% na comparação com igual período do ano anterior, segundo os números do Departamento do Tesouro.

 

Porém, desde cedo o mercado brasileiro já reagia negativamente aos dados da inflação americana. O CPI (índice de preços ao consumidor) teve forte alta de 4,2% em abril em relação ao ano anterior e avanço de 2,6% no ano encerrado em março. O valor é o mais alto para um período de doze meses, desde 2008.

Reprodutor de vídeo de: Dailymotion (Política de Privacidade)

Sobre o tema, o presidente da distrital de Atlanta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)Raphael Bostic, afirmou nesta tarde que a volatilidade na inflação deve durar ao menos até setembro, até que a trajetória dos preços fique mais clara. “Se [a inflação] subir de forma estável em torno de 2,3%, não vou me preocupar. Mas se continuar crescendo para 2,5%, 2,8%, 3,0% ao ano, será algo que olharei com cuidado”, disse o dirigente.

Entre os investidores, o temor é que o avanço da inflação force a entidade monetária a rever sua política pró-estímulos, o que inclui a compra de títulos do Tesouro americano. Em resposta, os rendimentos desses papéis tem forte alta em Nova York, o que ajuda a desestabilizar as Bolsas, por serem uma opção de investimento mais segura.

Às 16h30, o rendimento do título do Tesouro com vencimento para trinta anos saltava a 2,409%, enquanto o do papel com vencimento para dez anos bateu recorde intradia, chegando perto da marca de 1,7%. Em resposta, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuam 1,88%, 2,08% e 2,62% cada. O dólar tinha alta de 1,53%, a R$ 5,3025. O Ibovespa tinha queda de 2,74%, aos 119.590,42 pontos.

Também nesta tarde, o Banco Central brasileiro divulgou o fluxo cambial. Depois de encerrar abril com entradas líquidas de US$ 3,990 bilhões, o País registrou fluxo cambial negativo de US$ 1,517 bilhão em maio até o dia 7. O período corresponde à primeira semana do mês. O canal financeiro deu a maior contribuição para esse resultado, ao apresentar saídas líquidas de US$ 1,124 bilhão no período.

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