Brasil receberá 1 milhão de doses da vacina da Pfizer contra Covid-19 em 29 de abril

Brasil receberá 1 milhão de doses da vacina da Pfizer contra Covid-19 em 29 de abril
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22:05:09

Pfizer entregará ao Brasil o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina desenvolvida pela empresa com a parceira BionTech contra a Covid-19 em 29 de abril, como parte de uma antecipação do contrato total assinado com o Ministério da Saúde por 100 milhões de imunizantes, disse hoje (16) uma fonte com conhecimento do assunto.Forbes Brasil

15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer estão previstas para serem entregues entre abril e junho© Lucy Nicholson/Reuters 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer estão previstas para serem entregues entre abril e junho

Em meio à escassez de vacinas no Brasil e ao agravamento da pandemia no país, o ministério procurou a Pfizer em busca de antecipar a entrega do primeiro lote do imunizante, que estava prevista originalmente para maio.

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O laboratório, em resposta, vai enviar ainda em abril 1 milhão de doses produzidas em uma unidade da Pfizer na Bélgica, e um segundo milhão chegará nas semanas seguintes, de acordo com a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

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Entre abril e junho estão previstas no total 15,5 milhões de doses da vacina, de acordo com cronograma anunciado anteriormente pelo ministério.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Pfizer irão comparecer ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para receber o primeiro carregamento da vacina, acrescentou a fonte.

Procurado, o Ministério da Saúde não confirmou a data da primeira entrega, assim como a Pfizer.

O laboratório disse em nota que segue comprometido com a entrega de 100 milhões de doses até o final do 3º trimestre de 2021. “Estamos trabalhando junto ao Ministério da Saúde nas etapas necessárias para que a entrega das doses seja realizada conforme o cronograma”, afirmou.

A vacina da Pfizer já possui registro de uso definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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O governo federal só fechou o acordo de compra em março, vários meses após o início da negociação. Ainda em meados do ano passado o laboratório procurou o governo para oferecer o imunizante, mas não obteve resposta, e posteriormente as negociações ficaram em um impasse.

O presidente Jair Bolsonaro criticou várias vezes a proposta de contrato da Pfizer, pelo fato de o laboratório não querer assumir responsabilidades em caso de efeitos adversos em pessoas vacinadas, entre outros pontos.

Somente após a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional que autoriza União, Estados e municípios a assumirem a responsabilidade civil por eventuais eventos adversos decorrentes da imunização contra a Covid-19 durante a pandemia que o acordo foi firmado.

Ainda não há detalhes sobre distribuição e aplicação dessas vacinas, que exigem uma logística diferente, já que precisam ser armazenadas a 70 graus Celsius negativos, diferentemente das vacinas já usadas no Brasil – CoronaVac e AstraZeneca -, que podem ser guardadas em temperaturas de 2 a 8 graus.

Com apenas dois imunizantes à disposição e atrasos no processo de fabricação, o Brasil vacinou até o momento 24,8 milhões de pessoas com a primeira dose, o equivalente a 11,8% da população, e 8 milhões com as duas, o que representa 3,8% da população. (Com Reuters)

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