Brasil tem 1 óbito a cada 37 segundos nas últimas 24 horas

Brasil tem 1 óbito a cada 37 segundos nas últimas 24 horas
Brasil tem 1 óbito a cada 37 segundos nas últimas 24 horas
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07:57:07

O Brasil quebrou novamente um infeliz recorde ontem: mais 2.286 vidas foram perdidas pelo novo coronavírus em apenas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde. O número significa que uma morte por covid-19 foi registrada a cada 37 segundos no dia mais letal da pandemia até o momento, um ano depois que o primeiro óbito foi confirmado no país. 

Na contramão das nações mais afetadas pelo coronavírus até então, como os Estados Unidos, o Brasil vê a segunda onda da pandemia cada vez mais fora do controle nos quatro cantos do país. Apesar disso, o governo federal preferiu não adotar medidas mais rígidas de restrição de circulação como forma de diminuir o contágio do vírus. Lockdown e toque de recolher em todo o território brasileiro foram recomendados pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) em 1º de março, mas nada foi feito em caráter nacional.

De acordo com boletim da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), 25 capitais estão com a taxa de ocupação de UTIs no patamar considerado zona de alerta crítico, com mais de 80% dos leitos para covid-19 ocupados. Delas, 15 já atingiram mais de 90%.

Projetos sancionados

O presidente Jair Bolsonaro sancionou ontem três projetos que ampliam a capacidade de compra de vacinas contra covid-19 no Brasil. O anúncio ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto como uma mudança de tom do governo federal em relação à pandemia. No evento, todas as autoridades estavam de máscara, inclusive Bolsonaro, que costumava criticar e não usar o acessório.

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Um dos projetos, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), autoriza o setor privado a comprar doses da vacina. Todos os produtos, porém, terão de ser doados para o SUS (Sistema Único de Saúde) até a vacinação dos grupos prioritários. Depois, as empresas poderão ficar com a metade das doses que comprarem, mas não poderão comercializá-las.

O projeto também estabelece que a União, estados, e municípios assumirão os riscos referentes a eventos adversos pós-vacinação, condição exigida em contratos de aquisição das vacinas Pfizer e Janssen, por exemplo. Em ocasiões anteriores, o presidente criticou a cláusula. Agora, sancionou o dispositivo na lei para destravar a importação dos imunizantes.  

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