CEE da Proguaru define data da análise e votação do relatório final

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17:34:33

Expectativa é que seja apresentado mais de um documento que será votado dia 10 de setembro, em reunião extraordinária

No próximo dia 10 de setembro, os integrantes da Comissão Especial de Estudos (CEE) da Proguaru devem analisar e votar o relatório conclusivo sobre a situação da empresa. O presidente da CEE, vereador Edmilson (PSOL) espera que o documento seja entregue pelo relator, vereador André Alves (Cidadania), na véspera. A reunião extraordinária para votação do relatório está prevista para começar às 14 horas.
O prazo de um dia será suficiente para encaminhar o documento aos demais parlamentares da CEE para que tenham a possibilidade de ler antes da votação propriamente. O próprio presidente da CEE confirmou que ele produzirá um relatório propondo a manutenção da Proguaru e coletará assinaturas, mesmo de vereadores que não integram a CEE. “Quero lembrar que são cerca de 800 folhas de documentos e informações produzidos nesta Comissão”, alertou Edmilson.
Edmilson criticou a publicação do Decreto 38316/2021, no dia 27 de agosto, estabelecendo a extinção da Proguaru e definindo a criação de uma Comissão Liquidante. “É um desrespeito com os trabalhadores e com essa Casa, a publicação do decreto. O prefeito não considera os trabalhos dessa Comissão”, disse. Para ele, apenas dois fatores podem reverter a situação: um relatório da CEE favorável à manutenção da Proguaru e o referendo que poderá ser realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Edmilson apelou aos integrantes da Comissão sobre a responsabilidade no fechamento da empresa e consequente demissão de 4.700 funcionários. A vereadora Janete Rocha Pietá (PT), disse que tem acompanhado as reuniões do Sindicato da categoria com os trabalhadores da Proguaru nas regionais e a situação é desesperadora. “Seria interessante se os demais vereadores vissem aquelas pessoas simples suplicando para saber o que será da vida deles”, disse.
Para o vereador Mauricio Brinquinho (PT), o decreto é uma espécie de assédio moral do prefeito contra a classe trabalhadora. Segundo ele, a Proguaru sempre foi a empresa que deu suporte aos serviços públicos executados pela Prefeitura e as terceirizadas deixam muitas lacunas. Brinquinho duvida que na ausência dos funcionários da Proguaru haverá mão de obra para executar os trabalhos necessários.
A vereadora Marcia Taschetti classificou o decreto como “pressão psicológica” sobre os trabalhadores. “Eu conheço uma pessoa que foi parar no hospital com crise de ansiedade”, disse. Ela se solidarizou com os funcionários da Proguaru.
Participaram da reunião os vereadores: Jayme Junior (Republicanos), Carol Ribeiro (PSDB), Geraldo Celestino (PSC), Rafael Acosta (DC), Leandro Dourado (PTC), André Alves (Cidadania), Sandra Gileno (Patriota), Mauricio Brinquinho (PT), além do presidente Edmilson (PSOL). Os vereadores Marcia Taschetti (PP), Geleia Protetor (PSDB) e Janete Rocha Pietá (PT) não integram a Comissão, mas acompanharam os trabalhos.

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