Conta de luz vai subir com a seca e reajuste em bandeira

Conta de luz vai subir com a seca e reajuste em bandeira
Conta de luz vai subir com a seca e reajuste em bandeira
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POR : VANESSA SELICANI – METRO WORLD NEWS

Responsável pela aceleração da inflação no mês passado, a energia elétrica vai ficar ainda mais cara nas próximas semanas e já começará 2022 com novo aumento de ao menos 5% na tarifa.

A alta até o fim deste mês será motivada pelo reajuste já previsto desde março para as bandeiras tarifárias, que são acionadas de acordo com as condições de geração de energia nas hidrelétricas. O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, alertou ontem que a alta para a vermelha 2, atualmente em vigor, deve ultrapassar a faixa dos 20% pensados inicialmente. No quadro ao lado, é possível ver os valores das bandeiras e a proposta da agência a ser aplicada até o fim deste mês.

“Não é a tarifa que vai subir 20%. Nós estamos conseguindo fazer com que os aumentos que estão ocorrendo neste ano fiquem na casa de 7%, 7,5%. (…) O que acontece é que todo ano, após período úmido, em abril, a Aneel discute o valor que será o patamar da bandeira. Neste ano, nós estamos diante da maior crise hídrica que o país vivencia. Nós não temos praticamente água para atender a geração de energia [via hidrelétricas] até novembro. Até lá, teremos que atender com as térmicas e isso tem um custo.” Ele participou ontem de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em que explicou medidas do governo para evitar apagão durante o período de seca.

Pepitone alertou que o SIN (Sistema Interligado Nacional) viveu, entre o fim de 2020 e o início de 2021, o pior período de chuvas dos últimos 91 anos. E que o preço aos consumidores virá em reajuste nas contas também para 2022. “O número que o Ministério de Minas e Energia tem usado publicamente é que vamos ter um custo adicional de R$ 9 bilhões [de janeiro a novembro de 2021], até abril já se gastou R$ 4 bilhões adicionalmente. Isso vai ter impacto adicional na tarifa de 5% [em 2022]”, explicou. Para as empresas que negociam energia diretamente com as distribuidoras, a alta chega já neste ano.

Pepitone negou que a agência esteja negociando uma nova faixa para as bandeiras durante a crise energética. Ele disse que as principais frentes para evitar apagões estão focadas em antecipar obras do sistema e em campanhas para alertar sobre o uso racional da água e da energia elétrica. “Preparamos medidas para incentivar o consumo industrial fora do horário de pico, de forma voluntária, sem imposições.”

Vamos economizar? Veja as dicas

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Chuveiro elétrico

Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos

Selecionar a temperatura morna no verão

Ar-condicionado

Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado

Diminuir ao máximo o tempo de utilização

Geladeira

Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira

Não forrar as prateleiras

Verificar as borrachas de vedação regularmente

Iluminação 

Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

Ferro de passar

Juntar roupas para passar de uma só vez

Separar por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura

Aparelhos em stand-by

Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

Proibição de corte é prorrogado 

O corte de energia por falta de pagamento para os consumidores de baixa renda está suspenso em todo o Brasil até dia 30 de setembro. A medida se encerraria em 30 de junho, mas foi prorrogada em decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicada ontem. Cerca de 12 milhões de famílias estão da faixa de tarifa social de energia elétrica, atendidas pela decisão.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas garante a continuidade do fornecimento durante a crise econômica gerada pelo novo coronavírus.

O tema foi recentemente objeto de análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconheceu como constitucional a proibição do corte de energia durante a pandemia. As distribuidoras reclamam que a proibição incentiva o crescimento da inadimplência.

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