Crianças em situação de vulnerabilidade: saiba como ajudar sem dar dinheiro na rua

Crianças em situação de vulnerabilidade: saiba como ajudar sem dar dinheiro na rua
Crianças em situação de vulnerabilidade: saiba como ajudar sem dar dinheiro na rua

Rede Gazeta News Guarulhos

 

17:24:01Estadão

Além dos danos na área da saúde, a crise do coronavírus trouxe como consequência diversos desafios humanitários e econômicos. Um deles é o evidente aumento da população em vulnerabilidade social e em situação de rua. Diversas campanhas da assistência social desestimulam a doação de dinheiro nas ruas e também a compra de produtos de crianças em situação de trabalho infantil, por se tratar de um problema estrutural que exige outras saídas. Mas com a ausência de políticas públicas, muitas vezes a população fica sem saber como ajudar de verdade, pois desconhece os caminhos para romper o ciclo de exploração das crianças, promovendo a educação, proteção, saúde e lazer, entre outros direitos.

© Fornecido por Estadão

No Brasil, a cultura de doação de pessoas físicas a projetos sociais ainda enfrenta desafios. Se por um lado as pessoas se sentem sensibilizadas em dar dinheiro no farol, por outro ainda há pouco costume de doação para organizações da sociedade civil que desempenham trabalhos realmente importantes com crianças e adolescentes – trabalhos que de fato podem oportunizar mudanças na vida das famílias. Mais difícil ainda é a doação para organizações que atuam na produção de conhecimento e incidência em políticas públicas.

Por isso o apadrinhamento acaba sendo uma resposta à necessidade de alguns doadores de visualizarem quem realmente estão apoiando. Nesses programas, padrinhos e madrinhas acolhem crianças e adolescentes, com doações mensalmente revertidas a programas e projetos dos quais eles participam. A ONG World Vision ou Visão Mundial, como é conhecida no Brasil, é uma das organizações que promovem esse encontro e agora tem uma novidade: o programa O Escolhido.

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No novo projeto, é a criança quem escolhe seu padrinho. Os doadores em potencial se inscrevem e mandam suas fotos, posteriormente enviadas a comunidades onde a Visão Mundial trabalha. É realizada uma exibição dessas imagens e as crianças podem então escolher seus padrinhos.

“O Escolhido apresenta às crianças a primeira de muitas opções de empoderamento que elas terão agora por meio do apadrinhamento infantil, para que possam se tornar agentes de mudança duradoura”, afirma Andrew Morley, presidente e CEO da World Vision International.

É claro que em um mundo ideal a cultura de doação não deveria depender de programas de apadrinhamento, mas não deixa de ser um começo para quem fica de coração partido ao ver uma criança no farol, mas não encontra outras maneiras de fazer sua parte. Organizações como Childfund Brasil e ActionAid também promovem ações desse tipo.

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