Cristãos são torturados em processo de “desconversão”, em prisões na China

Cristãos são torturados em processo de “desconversão”, em prisões na China
Cristãos são torturados em processo de “desconversão”, em prisões na China

Rede Gazeta News Guarulhos

 

Partido Comunista mantém cristãos em “campos de reeducação”.

Cristãos são torturados em processo de “desconversão”, em prisões na China
Cristãos são torturados em processo de “desconversão”, em prisões na China

08:05:46

Um documento emitido pelo Partido Comunista da China (PCCh) revela os esforços para promover uma espécie de “lavagem cerebral” me membros da Igreja do Deus Todo-Poderoso e outros grupos religiosos, buscando a “desconversão”.

O documento vazado, revela que o Escritório Geral do Comitê Central do Partido Comunista e o Escritório Geral do Conselho de Estado emitiram as “Opiniões sobre Fortalecimento e Melhoria do Trabalho Prisional”, onde cobram “melhorar a taxa de transformação e consolidar os resultados da transformação”.

De acordo com o Bitter Winter, organização especializada em fazer denúncias de perseguição religiosa no país asiático, as autoridades carcerárias aplicam torturas contra os membros religiosos para que renunciem às suas crenças em Deus.

Tortura

Um membro da Igreja do Deus Todo-Poderoso na Região Autônoma de Guangxi Zhuang, no sul do país, disse que foi espancado e que outros membros sofreram agressões por não conseguirem completar suas tarefas nos campos de reeducação.

 

Ele contou que sofreu repetidamente com torturas e maltrato por se recusar a assinar uma “declaração de arrependimento”, na qual abrir mão de sua , depois de ser uma condenação de 3 anos de prisão.

“Certa vez, o chefe da célula ordenou que eu ficasse parado como um soldado por desobedecer à gestão [isto é, recusando-me a assinar a declaração de arrependimento] e enrolou firmemente um fio de cobre tão grosso quanto um dedo mínimo em volta do meu corpo cinco vezes”, ele relatou.

Uma mulher que fazia parte da mesma igreja, na província oriental de Shandong, foi condenada a três anos e três meses de prisão, sendo espancada por outros internos já no primeiro dia, depois que se recusou a assinar a “declaração de arrependimento”.

“Como me recusei a escrever a declaração de arrependimento, o presidiário a quem os guardas encarregaram de ajudar a doutrinar prisioneiros de consciência ordenou que eu ficasse sentado em um banquinho por 16 horas todos os dias, com as pernas juntas e as mãos nas pernas. Nenhum movimento era permitido para mim”, relatou a mulher de 60 anos.

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