Estudiosos reconhecem Mateus como um grande escritor.

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    Todos os estudiosos reconhecem que Mateus foi um grande escritor. As discordâncias quanto á escritura deste evangelho surgem em virtude do grande número de identificadores estruturais que se sobre põem e competem entre si, de sorte que parece impossível estabelecer um consenso sobre a importância relativa de cada um.

    Se examinarmos a estrutura do livro como um todo, deixando de lado algumas propostas muito excêntricas, existem três teorias predominantes.

    1. Algumas identificaram uma estrutura geográfica relacionada com o evangelho prólogo e está ligado a 3.1 -4 .11(a preparação de Jesus para o ministério) afim de construir uma introdução paralela à de marcos 1.1 -13. Mateus 4.12 —13.58 apresenta Jesus ministrando na Galileia Cf . Mc 14.1 –16.12; Mc 6.13). Esse ministério estende –se ao outro ponto do norte (Mt 14 .1—16.12; mc;6-14—8.26) antes de Jesus começar a se dirigir para Jerusalém (m t21.1-1-25, 46 ; mc 11.1 -13.37 )culmina com sua paixão e ressurreição 9mt26.1—28.20; mc 14. 1 –16 . 8
    2. . Este tipo de análise reflete acertadamente o desenvolvimento cronológico gral do ministério de Jesus e preserva algumas distinções geográficas. Mas baseia –se inteiramente numa seleção de considerações temáticas e não leva em contato os marcadores literários que Mateus nos Deixou. Justamente, porque, Com modificações de pequena monta, esse tipo de análise pode ser a plicado a qual quer dos evangelhos sinóticos, ele não informa quase nada acerca dos objetivos peculiares a Mateus.
    3. 2. Seguindo sugestões feitas por stonehouse, lohmeyer e krentz, kingsburry defendeu a existência de três grandes seções firmemente amarradas ao desenvolvimento criptológico. Dá a primeira o título de Jesus, o Messias (1.1-4.16) segunda: A proclamação de Jesus Messias” (4.17—1616,20);e  a terceira, “Sofrimento , Morte  e ressureição de Jesus Messias” (16.21-28.20).logo após o fim das duas primeiras secções aparecem as palavras decisivas á ttó tóte(apo tote,(Desde  esse tempo “ ), assinalando um avanço no enredo da história . As duas últimas secções contém cada uma três trechos sumariastes (4,23-25;9-3511.1;e 16.21;17,22,23,20;17-1).
    4. Embora tenha conquistado adeptos (e.g.,Kummel), esse esbouço padece diversas fraquezas . Não está inteiramente claro que áttó tóte(apotote)seja do ponto de vista redacional, Tão importante para Mateus que toda a estrutura do livro tenha de girar em torno da expressão; afinal de contas, Mateus a emprega em 26.16 sem qualquer quebra no ritmo da narrativa. Poderíamos argumentar que existe quatro resumo da paixão na terceira seção e não três (acrescente-se 26.2). Nas duas transições estruturais que faz Mateus pode ter sido influenciado mais pelo fato de seguir Marcos do que por quaisquer outras considerações. De qualquer maneira, o esboço proposto desfaz de modo inaceitável a importante passagem relativa a Pedro em Mateus 16. Ao contrário do que sustenta Kngsbury, mesmo o desenvolvimento citológico não é tão claro :a pessoa de Jesus (seção primeira) é ainda o centro da atenção nas seções segunda e terceira (e.g16.13-16; 22.41); dificilmente pode se limitar a proclamação de Jesus á segunda seção, pois dois dos três discursos (caps.18e 24—25) e vários dos entreveros importantes (caps.21—23) estão reservados a terceira seção.

    AS estruturas propostas com maior frequência giram em torno da observação de que Mateus apresenta cinco discursos, sendo que cada um dos quais num texto especifico e termina com uma formula que não se encontra em nenhuma outra parte (lit., ”E aconteceu, quando jesus Tinha terminado de dizer estas coisas, que …”9mt 7.,.28-29:11.1 13.53; 19.1 26.1).Vincular narrativas e discursos em cinco pares é uma proposta atraente. Bacon propôs um esquema exatamente assim, chamando as cincos seções de “livros”. 5º livro 1 trata de discipulado (narrativa, caps.3—4; discurso, caps. 5—7); o livro 2, de apostolado (narrativa, 8—9; discurso, 10); o livro 3 do ocultar da revelação (narrativa 11—12; discurso 13); o livro 4 da administração da igreja (narrativa, 14—17; discurso, 18) e o livro 5 do juizo9 NARRATIVA ,19—22; DISCURSO, 23—25 isso deixa Mateus 1 e 2 como preâmbulo e 26—28 como epílogo. O próprio.  Bacon achava que fosse, por parte de Mateus, uma resposta consciente aos cinco livros de Moisés e o cumprimento deles.

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