Forças Armadas vão ajudar na vacinação no Brasil, diz ministro da Saúde

Forças Armadas vão ajudar na vacinação no Brasil
Forças Armadas vão ajudar na vacinação no Brasil

Rede Gazeta News Guarulhos

 

14:33:00

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado, 3, que as Forças Armadas vão ajudar na ampliação da vacinação contra o coronavírus no Brasil. Queiroga afirmou que conversou sobre o tema com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, general Braga Netto.

Segundo o ministro, o auxílio dos militares a estados e municípios se daria na “logística de distribuição de vacinas” e “através do corpo técnico da área de saúde (das Forças Armadas)”.

Queiroga afirmou também que o Instituto Butantan e a Fiocruz vão garantir 30 milhões de doses de vacinas para o mês de abril. O país usa os imunizante CoronaVac e a vacina de Oxford. O ministro declarou que a vacinação é a prioridade da pasta no combate à Covid-19 e que tem a meta de seguir vacinando um milhão de pessoas por dia no Brasil.

Queiroga conversou com a imprensa junto com a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, depois de uma reunião virtual com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

 

Máscara e distanciamento

O ministro voltou a defender o diálogo com governadores e medidas como o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento para evitar a propagação do vírus. Queiroga, porém, afirmou que tais recomendações não podem ser “impostas” e que a população precisa fazer a sua parte. “Evitar o lockdown é a ordem, mas temos que fazer o dever de casa.” Bolsonaro é contrário à adoção de lockdowns e frequentemente critica gestores estaduais e municipais que decretaram a medida.

 

Adaptação de fábricas de vacinas veterinárias

Queiroga disse ainda que o ministério trabalha junto com a OMS e as autoridades sanitárias do país em uma análise técnica para verificar a possibilidade de adequação dos parques industriais que produzem vacinas veterinárias para a fabricação de imunizantes em humanos. Segundo o ministro, essa readequação permitiria que o Brasil produzisse doses para consumo interno e também para importação a outros países.

 

Vacinação do presidente

O presidente Jair Bolsonaro, que tem 66 anos, já está apto a ser vacinado de acordo com o calendário de imunização do Distrito Federal. Em sua última live, na quinta-feira, Bolsonaro afirmou que já contraiu o vírus e que vai esperar “o último brasileiro” ser vacinado para decidir se tomará o antígeno. Já ter contraído o coronavírus não impede que uma pessoa possa ser reinfectada depois de alguns meses. Sobre o assunto, Queiroga afirmou que está é uma “questão pessoal” do governante.

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