Juíza de Nova York concede liberdade a Marín por risco de coronavírus

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Juíza de Nova York concede liberdade a Marín por risco de coronavírus

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AFP / Don EMMERTO ex-presidente da CBF, José Maria Marín, chega à Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, durante seu julgamento no dia 13 de dezembro de 2017

A juíza federal de Nova York, Pamela Chen autorizou na segunda-feira por “razões humanitárias” a libertação antecipada do ex-chefe de futebol brasileiro José Maria Marín, de 87 anos, condenado pelo chamado ‘FIFAgate’, de acordo com documentos judiciais acessados pela AFP.

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia sido condenado pela juiza Chen em 22 de agosto de 2018 a quatro anos de prisão, depois de um julgamento de sete semanas em que foi considerado culpado de aceitar propinas milionárias no escândalo de corrupção na Fifa.

Sua libertação havia sido marcada para o dia 9 de dezembro de 2020, de acordo com o site do Federal Bureau of Prisons dos Estados Unidos.

Devido a “sua idade avançada, sua saúde se deteriorou significativamente, um risco elevado de terríveis conseqüências para a saúde devido ao surto de Covid-19, o status de crime não violento e o cumprimento de 80% de sua sentença original”, Chen aceitou o moção para libertá-lo oito meses antes da data prevista, conforme solicitado por seus advogados, indicaram os documentos apresentados pela juiza.

Marín, ex-governador do estado de São Paulo, foi o primeiro grande chefe do futebol mundial a ser condenado e encarcerado nos Estados Unidos em meio ao FIFAgate. Ele cumpria sua sentença na prisão de baixa segurança FCI Allenwood, na Pensilvânia, que abriga 1.300 detentos.

Ao sentenciá-lo, Chen o comparou a “um câncer” que destruiu o esporte mais popular do planeta.

Um júri de Nova York o considerou culpado de aceitar subornos de US$ 6,6 milhões ao lado de seu número dois, Marco Polo del Nero, em troca de contratos de televisão para a Copa América, Copa Libertadores e Copa do Brasil.

Ao ouvir sua sentença, Marin começou a chorar e fez um apelo desesperado. “Eu posso morrer na prisão (…) A herança de minha esposa e minha família, não tirem seus meios de sobreviver!”, insistiu. “Estou muito doente (…) já sou um homem sem futuro”, disse ele há um ano e meio.

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