Justiça decide que “Jesus gay” do Porta dos Fundos não ofende Cristianismo

Justiça decide que “Jesus gay” do Porta dos Fundos não ofende Cristianismo
Justiça decide que “Jesus gay” do Porta dos Fundos não ofende Cristianismo
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23:13:33

Juíza negou ação apresentada pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura.

Michael Caceres

Por Michael Caceres

Para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o filme “Especial de Natal” do Porta dos Fundos, que apresenta Jesus como homossexual, não é ofensivo para o Cristianismo, pois “não ocorreu qualquer intolerância religiosa” na produção.Gospel Prime

A decisão foi proferida pela juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, da 16ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que negou pedidos da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura (CDB) em Ação Civil Pública ajuizada contra o Porta dos Fundos e a provedora de filmes e séries Netflix.

O “Especial de Natal do Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo” foi produzido em parceria com a Netflix em 2019, gerando muitas críticas por apresentar Jesus Cristo como gay, Maria como prostituta, entre outros atos de vilipêndio contra a  cristã.

Ao apresentar a ação, o Centro Dom Bosco pedia que o filme fosse retirado do ar e que fosse aplicado multa indenizatória de R$ 2 milhões, correspondente ao faturamento do vídeo, com base no cálculo de 2 centavos de Real por brasileiro que professa a fé católica.

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A juíza afirmou que o filme está disponível apenas para os assinantes da plataforma, portanto, não alcança aqueles “que não desejam ver o seu conteúdo”, como se os assinantes tivessem poder de decidir sobre o tipo de material que é produzido.

Ela também alegou que “assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante da plataforma”.

Ainda de acordo com a juíza, “não ocorreu no caso em julgamento qualquer intolerância religiosa, sendo que esta não pode ser confundida com a crítica religiosa, realizada por meio de sátira, a elementos caros ao Cristianismo”.

A magistrada ainda diz que “a sátira em questão, um esquete humorístico que utiliza figuras históricas e religiosas como pano de fundo, não possui o condão de vilipendiar ou abalar os valores da fé cristã, que são muito mais profundos”.

 

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