Justiça pune igreja de Valdemiro Santiago após humilhar fiel negro

Justiça pune igreja de Valdemiro Santiago após humilhar fiel negro
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18:02:24

A Igreja Mundial do Poder de Deus foi condenada por danos morais e obrigada a pagar uma indenização ao fiel.

A Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, foi punida pela Justiça do Estado de São Paulo a indenizar o cabeleireiro Jonas de Freitas, de 50 anos.

De acordo com o homem, ele teria sido humilhado por seguranças em um dos templos do apóstolo.

Em outubro de 2020, Freitas entrou na igreja localizada no Brás, em São Paulo, ajoelhou-se, ergueu os braços para o alto, fechou os olhos e começou a orar.

De acordo com o seu relato à Justiça, ainda de joelhos ele foi interpelado de modo grosseiro e ostensivo por três seguranças da igreja.

O cabeleireiro disse que os seguranças tomaram a sua mochila e despejaram todo o conteúdo no chão. No entanto, eles alegaram que tinham recebido uma denúncia, e que Freitas era suspeito. Toda a ação aconteceu na frente de todos os frequentadores.

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“Vilipendiaram grosseiramente o meu direito mais sagrado, de ficar em paz recolhido em oração”, afirmou Freitas à Justiça.

O cabeleireiro acredita ter sido vítima de preconceito por ser negro. Ele ressaltou que, no momento em que foi abordado, solicitou aos seguranças que fosse revistado em uma sala reservada, porém não foi atendido.

Em uma nota, a denominação de Valdemiro Santiago afirmou em sua defesa que a acusação de preconceito não tem sentido.

“A Igreja prega a inclusão social, não havendo o que se falar em distinção de pessoas dentro de seu templo”, declarou à Justiça por meio de seus advogados.

A Mundial prometeu entregar um vídeo à Justiça com as imagens da situação, e ressaltou que a abordagem foi realizada respeitosamente, e que o cabeleireiro não passou por nenhum tipo de constrangimento.

A 5ª Vara Cível Central de São Paulo, na pessoa do magistrado juiz Guilherme Ferreira da Cruz, não aceitou a justificativa da Mundial e condenou a instituição por danos morais.

O cabeleireiro Jonas de Freitas queria R$ 80 mil de indenização, mas a punição estabelecida foi de R$ 5.000, e não cabe mais recurso.

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