Mitos e verdades sobre os benefícios do sexo para a saúde da pele e dos cabelos

Dra. Luciana Passoni
Especialistas explicam os reais efeitos da prática sexual na aparência e por que isso acontece
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Por Redação

Não é segredo para ninguém que um sexo saudável, e feito de forma segura e consciente, traz uma grande sensação de bem estar para as pessoas e isso acaba refletindo, também, na aparência. 

Mas você sabe quais são, de fato, os benefícios da prática sexual para a beleza e saúde da pele e do cabelo? E o que é verdade ou apenas lenda? 

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A dermatologista e tricologista Luciana Passoni, da Human Clinic de São Paulo, esclarece alguns pontos deste assunto. Segundo a profissional, durante a relação sexual acontece uma melhora significativa na circulação e oxigenação sanguínea do corpo. “A beleza da pele e o brilho do cabelo estão ligados ao estrógeno, hormônio cuja concentração no sangue aumenta durante o sexo. Por isso, a ‘paixão’ pode ser um grande aliado da pele e da manutenção da beleza”, pontua a Dra. Luciana. 

Tratamentos estéticos modernos, claro, ajudam a rejuvenescer, mas o sexo é um grande, e natural, aliado nesse processo, você sabia? “A descarga hormonal durante o ato ajuda a eliminar toxinas e o suor carrega consigo as impurezas da pele. Portanto, o sexo pode rejuvenescer o tecido cutâneo (pele), reforçar a imunidade e promover maior vivacidade, em todos os sentidos”, diz a médica. 

Além dos pontos positivos para a aparência da pele, o sexo também é capaz de melhorar o processo de cicatrização de machucados ou feridas. “Pesquisas científicas apontam que casais com uma vida mais carinhosa, com atividade sexual que inclui massagem, abraços e toques desenvolvem uma capacidade de cicatrização de ferimentos na pele bem mais efetiva”, explica a dermatologista.

Durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, assim como acontece durante a prática de uma atividade física. Dessa forma, o oxigênio e os nutrientes chegam aos tecidos (inclusive à pele e aos cabelos), de forma mais eficaz. “O sistema linfático também passa a trabalhar em maior velocidade durante uma relação sexual. Isso desintoxica o organismo e diminui a retenção de líquidos. A pele, então, passa a ficar mais hidratada e adquire um aspecto mais saudável. O orgasmo promove um grande aumento nos níveis de testosterona e estrogênio, hormônios ligados à beleza e a saúde da pele, além de interferirem nos cabelos e unhas, tornando-os mais fortes”, analisa Luciana. 

E se o ponto alto do sexo é chegar ao orgasmo, esse também é um momento em que o corpo, de maneira geral, reage positivamente ao estímulo. Apesar de durar um curto espaço de tempo, o orgasmo beneficia o organismo por horas, após o ato sexual. “Durante o orgasmo é liberada uma substância chamada ocitocina, o “hormônio do amor”. Ela é responsável por aquela sensação de relaxamento. Isso, consequentemente, melhora a qualidade do sono. E como já é comprovado: uma boa noite de sono permite ao corpo se recompor para todos os processos metabólicos tão essenciais para o funcionamento do organismo”, pontua a profissional. 

Mito ou verdade?

Em se tratando de cuidados com a beleza e a aparência, o público masculino se preocupa, em especial, com a tendência à calvície e acaba buscando tratamentos e remédios para evitar a perda de fios e a tão temida careca.

Muito se fala que medicamentos para ajudar a cessar a queda de cabelos podem provocar problemas de impotência sexual para os homens. Mas, segundo a médica tricologista, isso é mais um mito do que uma realidade. “A possibilidade até está descrita na bula do medicamento, mas o risco é mínimo. A impotência sexual aparece na lista de possíveis consequências da finasterida porque a legislação brasileira exige que todos os efeitos colaterais identificados durante os testes sejam informados. Mas menos de 1% dos indivíduos que fizeram uso da substância, relatou diminuição da libido ou dificuldade de ereção”, esclarece a médica, fazendo questão, até de frisar: fatores psicológicos, como depressão e ansiedade, podem ser mais significativos na causa de uma eventual disfunção sexual do que a finasterida em si.

Apesar de serem em número menor, mulheres também fazem uso desse medicamento e os efeitos colaterais para elas ainda estão sendo estudados. Por enquanto, entre os sintomas mais relatados pelas pacientes estão a diminuição da libido e aumento e/ou dor nas mamas. “Mas não existem evidências científicas até aqui. Vários fatores podem ocasionar a falta de libido nas mulheres, como estresse, ansiedade, problemas no relacionamento e uso de medicamentos (antidepressivos, diuréticos, pílulas anticoncepcionais, entre outros). O importante é identificar a causa para que possam ser tomadas atitudes que tenham como objetivo aumentar, e manter, o desejo sexual e, consequentemente, uma vida saudável, em todos os níveis”, aconselha Luciana.

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