//Os profissionais de enfermagem do estado de São Paulo têm cobrado das autoridades que as medidas de segurança e de saúde do trabalhador sejam respeitadas durante a atual pandemia de Coronavirus
Os profissionais de enfermagem do estado de São Paulo têm cobrado das autoridades que as medidas de segurança e de saúde do trabalhador sejam respeitadas durante a atual pandemia de Coronavirus.

Os profissionais de enfermagem do estado de São Paulo têm cobrado das autoridades que as medidas de segurança e de saúde do trabalhador sejam respeitadas durante a atual pandemia de Coronavirus

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Presidente do Coren-SP cobra das autoridades e do poder público garantia de EPIs para a enfermagem

15:49:59
O Coren-SP está acompanhando a atuação da enfermagem no combate à Covid-19 e, também, acolhendo as demandas dos profissionais do estado. Uma das preocupações da autarquia é que a categoria tenha condições adequadas para a prestação de uma assistência segura à população e para os próprios trabalhadores, que atuam na linha de frente da saúde.

Pensando nesta realidade, a presidente da autarquia, Renata Pietro, percorreu no início desta semana, órgãos públicos e entidades representativas da área da saúde, para alertar as autoridades sobre a importância da garantia dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Na segunda-feira (16/3), a presidente do Coren-SP foi até a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp),  as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e à Câmara Municipal de São Paulo para protocolar um ofício pedindo a garantia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos profissionais de enfermagem.

Na Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Renata entregou ao presidente, Edson Rogatti, um ofício solicitando apoio na sensibilização das instituições de saúde para a oferta de EPIs aos profissionais. “Essa é uma preocupação da Fehosp. Já entramos em contato com o Ministério da Saúde para tratar do assunto e o Coren-SP pode contar com nosso apoio”, disse Rogatti.

No ofício, que também foi protocolado nas Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e na Câmara dos Vereadores de São Paulo, a presidente expõe que “é necessário que o poder público garanta o acesso a Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para que os profissionais de enfermagem, que estão na linha de frente do atendimento, não corram riscos de contaminação ao entrar em contato com os pacientes que procuram os serviços de saúde”. Ela ainda frisa que “a enfermagem é a categoria responsável pela Classificação de Risco nas instituições, tendo o primeiro contato com as pessoas, momento em que são identificados os casos suspeitos. Dessa forma, é imprescindível que esses profissionais estejam protegidos”.

Na terça-feira (17/3), foi a vez da presidente do Coren-SP ir até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para protocolar dois ofícios solicitando a atenção dos deputados à situação dos profissionais de enfermagem em face à pandemia do Coronavirus. Os ofícios em questão foram endereçados à deputada e enfermeira Analice Fernandes, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia, e ao deputado Cauê Macris, que preside a casa.

Depois, Renata protocolou outro documento que foi entregue a Eduardo Amaro, presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP).

Nos textos dos ofícios, ela expõe o porque é importante garantir a segurança do profissional de enfermagem durante situações de pandemia como a que enfrentamos atualmente com o Coronavirus.

“Garantir a segurança dos profissionais de enfermagem é uma medida fundamental para evitar a propagação da Covid-19 e, também, para manter a estrutura necessária para atendimento aos cidadãos, uma vez que a categoria corresponde a cerca de 80% da força de trabalho da saúde e é grande protagonista das políticas de prevenção e cura, estando ao lado dos pacientes 24 horas por dia, em todas as etapas do tratamento”, escreveu.

Nos ofícios do Coren-SP, foram listados os EPIs preconizados no Protocolo de Tratamento do Novo Coronavirus do Ministério da Saúde, conforme a lista abaixo:

  • higiene das mãos com preparação alcoólica frequentemente;
  • gorro;
  • óculos de proteção ou protetor facial (podem ser reutilizados mediante higienização correta);
  • máscara (deve ser substituída assim que se tornar úmida e não pode ser reutilizada);
  • avental impermeável de mangas longas (deve ser removido e descartado após a realização do procedimento e antes de sair do quarto do paciente ou da área de assistência);
  • luvas de procedimento (devem ser trocadas durante o contato com o paciente, se for mudar de um sítio corporal contaminado para outro limpo, ou quando esta estiver danificada. Não podem ser reutilizadas);
  • máscaras de proteção respiratória (respirador particulado) com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3µ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3), sempre que realizar procedimentos geradores de aerossóis como, por exemplo, intubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar, ventilação manual antes da intubação, indução de escarro, coletas de amostras nasotraqueais e broncoscopias. Para realização de outros procedimentos não geradores de aerossóis, avaliar a disponibilidade da N95 ou equivalente no serviço. Não havendo disponibilidade é obrigatório o uso da máscara cirúrgica.

Ao finalizar os ofícios, Renata Pietro faz um apelo às autoridades, para que garantam as condições necessárias para um atendimento seguro aos profissionais e pacientes. “Seguiremos percorrendo as representações dos poderes Executivo e Legislativo para mostrar a necessidade de valorização da enfermagem e da segurança na assistência”, afirmou.

Atenciosamente,

Alexandre Rosafa Gavioli