Prévia da inflação passa de 10% em 12 meses com alta da gasolina e da energia

Prévia da inflação passa de 10% em 12 meses com alta da gasolina e da energia
Prévia da inflação passa de 10% em 12 meses com alta da gasolina e da energia
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09:53:39

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, ficou em 1,14% em setembro, maior resultado para o mês desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 1,63%. No ano, o indicador tem alta de 7,02% e, no acumulado de 12 meses, já ultrapassa os dois dígitos, chegando a 10,05%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 24.

Gasolina e energia elétrica foram os itens que, individualmente, tiveram o maior impacto no índice, ambos respondendo por 0,17 ponto porcentual. Por grupos, as maiores influências vieram de transportes, com alta de 2,22%; alimentação e bebidas, que subiu 1,27%, e habitação (1,55%).

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Nos transportes, a alta de 3% nos combustíveis acelerou em relação aos 2,02% do mês anterior. A gasolina subiu 2,85% e acumula alta de 39,05% em 12 meses. Os demais combustíveis também ficaram mais caros: etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%). No grupo, destaca-se ainda a alta nos preços das passagens aéreas, que subiram 28,76% em setembro.

Posto de combustível em Brasília:  gasolina subiu 2,85% em setembro e acumula alta de 39,05% em 12 meses no IPCA-15. © Dida Sampaio/Estadão – 10/9/2021 Posto de combustível em Brasília:  gasolina subiu 2,85% em setembro e acumula alta de 39,05% em 12 meses no IPCA-15.

No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 1,29% em agosto para 1,51% em setembro. As carnes subiram 1,10%. Também aumentaram batata-inglesa (10,41%), café moído (7,80%), frango em pedaços (4,70%), frutas (2,81%) e leite longa vida (2,01%).

O grupo habitação foi puxado mais uma vez pela alta na energia elétrica (3,61%),embora ela tenha desacelerado em relação a agosto (5,00%). No mês passado, vigorou a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. A partir de 1º de setembro, passou a valer a bandeira tarifária de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 para os mesmos 100 kWh.

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