São Paulo já registra transmissão comunitária de ômicron, diz prefeito

São Paulo já registra transmissão comunitária de ômicron, diz prefeito
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09:16:48

A Prefeitura de São Paulo já trata a transmissão da variante ômicron do novo coronavírus como comunitária na capital.

Na quarta-feira (15), a Secretaria Municipal da Saúde confirmou mais sete infectados com a nova cepa. Segundo a pasta, esses casos são de pessoas que tiveram contato com um idoso de 67 anos que foi contaminado sem ter histórico de viagem ao exterior.

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“[É] transmissão comunitária numa situação de confirmação de sete pessoas que não tiveram nenhuma situação de chegar de viagem do exterior. Portanto, tecnicamente hoje é possível falar que a prefeitura trata o caso como transmissão comunitária”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante evento no fim da tarde de quarta para a entrega de moradias populares na região do M’Boi Mirim.

Segundo Nunes, 300 pessoas estão sendo monitoradas. Elas teriam participado de uma festa na qual o idoso estava.

“Todos [sete confirmados] estão assintomáticos, o que nos faz entender, e ainda não está concluído, que é uma variante de transmissibilidade grande, porém, que não tem efeitos de saúde como a gente viu em variantes anteriores”, disse o prefeito.

Segundo ele, a secretaria tem a lista das 300 pessoas e que todas foram contatadas.

Nesta quinta (16), Nunes voltou a confirmar a transmissão comunitária e disse que na sexta (17) a secretaria deverá divulgar um laudo técnico sobre a ômicron na cidade.

Em nota na quarta, a secretaria afirmou que eram 90 pessoas sob investigação. Questionada sobre a diferença nos números, a pasta não respondeu até a publicação deste texto.

Ao todo, dez pessoas tiveram confirmação da variante ômicron na cidade de São Paulo. Um casal de missionários foi liberado de isolamento na semana passada.

Na quarta, a Secretaria de Estado da Saúde disse em nota que não estava confirmada a transmissão comunitária da nova variante no estado. “As novas confirmações estão restritas a pessoas que mantiveram contato com pacientes já diagnosticados, situação tecnicamente denominada como ‘cluster localizado'”, afirmou.

Com os sete novos casos da capital, o estado passa a ter 13 casos de ômicron confirmados até o momento.

Tanto a prefeitura quando o governo estadual reservaram leitos em três hospitais para casos de internações de pacientes com a nova variante: dois na zona leste de São Paulo e um em Guarulhos, na Grande São Paulo, por causa do aeroporto internacional.

No último domingo (12), o Ministério da Saúde confirmou seis casos da nova variante nos estados do Rio Grande do Sul (2), Goiás (2) e no Distrito Federal (2). Não houve mais atualização desde então no número de casos contabilizados pelo governo federal.

Por causa da ômicron, as companhias aéreas já estão exigindo de viajantes a apresentação do comprovante de vacina contra Covid no momento em que embarcam com destino ao Brasil.

​A cobrança passou a valer após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). No último sábado (11), ele tornou obrigatória a apresentação de certificado de imunização para ingresso no Brasil.

Estão dispensadas de mostrar o certificado apenas as pessoas que comprovarem que não puderem tomar a vacina por razões médicas, que estejam voltando de países sem doses disponíveis do imunizante ou por razão humanitária excepcional.

RISCOS

A existência da nova cepa foi reportada à OMS (Organização Mundial da Saúde) no último dia 24, após o surgimento de casos na África do Sul. Desde então, houve a confirmação de infecções provocadas pela ômicron nos cinco continentes.

“Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”, afirmou a entidade no último dia 29.

No mesmo dia, ministros da Saúde de países do G7 alertaram que a variante requer ação urgente. “A comunidade internacional enfrenta a ameaça de uma nova variante altamente transmissível da Covid-19, que requer ação urgente”, disseram os ministros em um comunicado conjunto.

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