Vereadores debatem fechamento de bancos públicos em audiência da Câmara

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    Rede Gazeta News Guarulhos

     

    Vereadores debatem fechamento de bancos públicos em audiência da Câmara

    Vereadores debatem fechamento de bancos públicos em audiência da Câmara

    21:15:14

    Vereadores debatem fechamento de bancos públicos em audiência da Câmara

    Agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil correm o risco de fechar em Guarulhos
    por Priscila Ortega
    Vera Jursys

    A Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor promoveu uma audiência para se manifestar contra o fechamento de agências bancárias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Guarulhos. O Plenário do Legislativo ficou lotado com representantes do Sindicato dos Bancários e do movimento de luta por moradia da ocupação Hugo Chaves. O evento foi realizado na sexta-feira, 20 de outubro.

    Participaram da audiência pública as seguintes autoridades: vereadores João Barbosa (PRB), Zé Luiz (PT) e Genilda Bernardes (PT); presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Luiz Carlos dos Santos; secretário de Organização e Suporte Administrativo do Sindicato dos Bancários, Ernesto Shyu Izumi; deputado estadual Alencar Santana (PT); coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, entre outras.

    Vereadores debatem fechamento de bancos públicos em audiência da Câmara

    De acordo com Serrano, os bancos públicos são responsáveis pelo financiamento das moradias populares e pelo crédito agrícola subsidiado. “O sonho da casa própria e do pequeno agricultor não seria possível sem a Caixa e o Banco do Brasil, porque a população de baixa renda não consegue pagar os juros dos bancos privados”, explicou. Segundo o funcionário do Banco do Brasil, João Teixeira, houve um decréscimo no número de profissionais. “Três agências podem ser fechadas e tivemos uma redução de quase 60% dos funcionários”, afirmou.

    O presidente do Sindicato dos Bancários, Luiz Carlos disse que o fechamento das agências bancárias na periferia da cidade é uma ação que propõe um Estado mínimo, prejudica o desenvolvimento local, dificulta a reforma agrária, interfere na concessão de crédito, atrapalha o comércio e empurra os empresários para fora da cidade por falta de infraestrutura. “Estamos vivendo um retrocesso histórico”, lamentou.

    O vereador Zé Luiz lembrou que somente em Guarulhos a Caixa Econômica Federal detém mais de R$70 milhões do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Para Genilda Bernardes, o debate sobre os bancos públicos não é exclusivo dos bancários. “O fechamento de bancos públicos interfere na concessão de crédito para a agricultura familiar, o financiamento estudantil e o desenvolvimento social.”

    O secretário de Organização e Suporte do Sindicato dos Bancários, Ernesto Izumi, disse que as agências estão lotadas e há lentidão no atendimento por falta de funcionários e alertou que toda a população será afetada caso o governo inicie novas privatizações. “Mais de 70% da produção agrícola do país é financiada pelo Banco do Brasil, se os juros do financiamento aumentarem terá aumento nos preços do arroz e do feijão, produtos que estão todo dia na nossa mesa.”

    Na opinião do deputado estadual Alencar Santana a população pobre é a mais atingida pelo fechamento das agências. “Fechar equipamentos públicos vai acentuar a desigualdade e promover a política da exclusão”, concluiu.

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